A luz fraca
que entra pelas frestas da janela denuncia um dia diferente.
O tempo
urge.
As horas não
esperam o desejado despertar.
Levanto-me.
Abro a
janela e desvendo o mistério:
_ Um dia cinza!
Parece não
ter amanhecido completamente.
A bruma
reina poderosa.
Confunde-se
com o céu e anula o horizonte.
Invade a
cidade, as ruas, as casas, os jardins...
Envolve os
transeuntes.
Provoca a
imaginação.
Amo as
manhãs eclipsadas pela bruma.
Observo-a
pensativamente.
Ando pela
rua e sinto-me envolvida intensamente.
A bruma fria e úmida invade meu corpo, minha
pele, minha alma.
Traz de volta momentos vividos na realidade
ou através das páginas de um bom livro.
ou através das páginas de um bom livro.
Ou ainda, momentos que gostaria que tivessem acontecido.
Sinto-me leve, plena, feliz.
Começo a
flutuar, pensar coisas agradáveis, sentir a beleza da vida.
Somos tão
frágeis!
A vida é tão
efêmera, no entanto deixamos de aproveitar momentos ímpares.
O dia cinza
talvez traga à memória os entraves da existência e certo tom de melancolia.
Porém a
alegria maior é saber que o sol não nos abandona.
Por maior
que seja a névoa que povoa nossas manhãs,
não conseguirá ofuscar nossos olhos por muito
tempo.
Devagar vai
se dissipando e alargando os horizontes.
Clareando o
dia e a alma.
E estaremos
prontos para saltar da cama e começar um novo dia.
Luisa Garbazza
18 de outubro de 2013
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