sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

“Permanecei no meu amor.”

 

Esse é o chamado de Jesus para todos nós: que permaneçamos no seu amor. Esse chamado foi feito mais de perto, com maior insistência, ao jovem Felipe Cunha há alguns anos. E ele o aceitou. Trilhando por caminhos diversos, segundo a vontade do Senhor, eis chegada a hora da entrega total, de corpo e alma, ao Senhor da messe. Nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, fomos testemunhas de toda essa trajetória e do desfecho, para o qual nos preparamos e do qual nos orgulhamos.

No dia 12 de dezembro, dia de Nossa Senhora de Guadalupe, o jovem Felipe Cunha se aproximou do altar do Senhor, acompanhado de seus pais, para a Celebração Eucarística, na qual seria ordenado sacerdote para a glória de Deus. Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Luz na época em que o Felipe foi coroinha, presidiu a cerimônia, carregada de fé, de espiritualidade e simbolismo. Momento ímpar da celebração, a ladainha, quando o diácono Frater Felipe Cunha se prostrou no chão, diante do altar, fazendo sua entrega total como missionário do Senhor, reafirmando sua vocação e o desejo de “ser sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec” (Sl 109,4).

O sim do então diácono Frater Felipe, a imposição das mãos de Dom Felix, a unção com o óleo sagrado foram sinais visíveis da graça de Deus, por meio da qual foi ordenado o neo-sacerdote Pe. Felipe Cunha Azevedo, SDN. Demonstrando alegria, o Pe. Felipe se emocionou ao receber o abraço de Dom Félix, de cada sacerdote presente e ao abençoar e abraçar seus pais. As lágrimas escorriam-lhe pelo rosto, denunciando a emoção e o júbilo sentidos naquele momento de graças e bênçãos.

As palavras do Pe. Felipe, ao final da celebração, foram de gratidão. Sem pressa, com a voz calma, serena, ele proferiu palavras que reviveram sua história e profetizaram seu futuro como sacerdote. A todos os presentes e aos que o acompanharam em sua trajetória vocacional Pe. Felipe expressou seus sinceros agradecimentos.

Nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, também queremos expressar nosso agradecimento ao Pe. Felipe, pelo sim que proferiu diante de Deus, pela entrega confiante, pelos propósitos de trabalho, humildade, amor e sacrifício. Agradecimento ao Pe. Renato Dutra Borges, SDN, nosso pároco, que ajudou na condução dos preparativos para a ordenação. Agradecimento a todos os sacerdotes presentes, na pessoa do Pe. José Raimundo da Costa, SDN, superior geral da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Agradecimento a cada irmão de caminhada, que prestou sua ajuda, qualquer que seja, para o bom êxito dessa ordenação presbiteral.

Rezemos pelo Pe. Felipe, para que permaneça no amor de Deus e tenha um ministério fecundo e feliz. Rezemos ao Senhor que envie operários para a sua messe.

Em tudo demos graças a Deus. (1Tes 5,18)

                                              Luisa Garbazza

Jornal da Paróquia

Janeiro 2026


sábado, 27 de dezembro de 2025

Mensagem ao Pe. Renato


 
Prezados sacerdotes! Caros amigos! Bom dia!

Pe. Renato, como diz o poeta, “não aprendi dizer adeus”. Então essas são palavras de gratidão.  São palavras minhas, mas conheço muita gente que as endossa e que gostaria de dizê-las ao senhor. Então...

Pe. Renato, há pouco tempo, o senhor veio para o nosso convívio. Silencioso, mas confiante. No seu silêncio, foi ganhando a confiança do rebanho que Deus colocou em seu caminho. O senhor nos fez entender que não é preciso muitas palavras, mas a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e para a pessoa certa. E com as palavras certas o senhor nos ensinou tanto... tanto...

Há um dito popular que diz: “O óbvio precisa ser dito”. Com sua experiência e sua sabedoria, o senhor nos transmitiu o óbvio, dito uma, duas, três vezes... Quem teve ouvido para ouvir ouviu e aprendeu muita coisa.

O senhor nos ensinou a viver a Eucaristia, a participar da celebração eucarística com outra postura, a ressignificar os momentos da liturgia, a comungar com mais propriedade, a entender a dimensão e o alcance da misericórdia de Deus.

E o tempo foi tão curto! Antes do capítulo, ansiedade. Após o capítulo, respiramos aliviados. Alguns dias depois, a notícia de sua inesperada transferência, que nos afetou profundamente. Não estávamos preparados. Ainda havia tanto a aprender! A primeira impressão é de que o senhor foi arrancado de nós. Antes do tempo. Mas isso colocamos nas mãos do Senhor Deus. Ficamos com a gratidão.

Gratidão, Pe. Renato, pelos ensinamentos que nos transmitiu. Gratidão por sua serenidade, sua calma, mesmo que aparente, de lidar com nossas falhas, de esclarecer nossas dúvidas, tantas..., de nos ajudar a caminhar.

Gratidão a Deus por ter nos permitido conviver com o senhor por esses quase três anos.

Gratidão por sua amizade. E pela confiança.

Hoje o senhor parte para outras paragens. O rebanho agora é outro. Como o senhor nos ensinou tantas e tantas vezes, é preciso coragem. Mas a graça de Deus completa nossas carências, como também nos ensinou com a certeza de que “Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria”.

Portanto, Pe. Renato, coragem em sua nova missão. Com confiança ilimitada em Deus, voe! Voe com a leveza do passarinho, sem se importar com as asperezas do caminho. E tenha consciência de que seus ensinamentos, que também vieram com leveza, deixaram marcas profundas como as pegadas do elefante.

Muito obrigada. Gratidão sincera.

Luisa Garbazza

Mensagem ao Pe. Renato pelo final de seu ciclo como pároco na Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho

27 de dezembro de 2025




segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Esperançar sempre

 


Estamos chegando ao final do ano santo “Peregrinos de Esperança”. Feliz proposta do Papa Francisco, que nos exortou a lançar um olhar diferente para as coisas já criadas e buscar esperança de vida nova mesmo onde a secura já houver tomado conta. Lançar um olhar de fé, de amor e compaixão, aos moldes do olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus fazia brotar esperança para os cegos, os coxos e oprimidos, os que estavam jogados na lama da sociedade, os que já haviam perdido a fé. Foram a esses que o Papa Francisco lançou seu olhar esperançoso. Em nome desses, convocou-nos a todos, sem distinção, para peregrinar rumo ao altar do Senhor, buscar as bênçãos de Deus, receber as indulgências e rumar por outro caminho, cheio de esperança e fé, ao encontro de Deus e dos irmãos.

Neste dezembro, preparando-nos para a despedida do ano santo, vamos nos aproximando também do Natal. Como é bom contemplar, com os olhos da fé, a luz que nos guia ao presépio. Deitado na manjedoura, vamos encontrar Jesus, nossa maior esperança. Ele vem para nos lembrar de nossa condição de filhos amados de Deus, que nos enviou seu filho para nos ensinar as maravilhas de seu reino. Ali está Ele: pobre, humilde e divino. Prostrados diante do presépio, sentimos que podemos renascer. Sentimos que a luz do presépio brilha também em nosso coração e que podemos fazê-la brilhar por onde formos; compartilhá-la com os que encontrarmos nos caminhos da vida.

Os caminhos da vida, às vezes são cheios de trevas, por isso a importância de não abrirmos mão da Luz verdadeira, a Luz de Cristo, que nos envia para sermos “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). Nesse intuito, possamos aproveitar o que nos resta do ano santo para nos deixar iluminar por essa luz, que salva, liberta, restaura, prepara, dá força e direção para a caminhada. Assim, com a esperança renovada, podemos acolher, em amor e verdade, o Menino Jesus, que, da humilde manjedoura, nos lança um olhar de paz e nos faz acreditar que é preciso esperançar sempre.

Luisa Garbazza

Dezembro 2025


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

"Pedi e recebereis"

 


As palavras de Jesus ecoam nos ouvidos atentos dos filhos e filhas de Deus. Algumas com mais força, como “Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e vos será aberto”. Essa máxima do Filho de Deus nos lembra de nossa condição de filhos e nos dá liberdade de recorrer a Ele em nossas necessidades. Lembra-nos ainda das necessidades de nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus e da nossa obrigação de ajudá-los, subentendida em outra máxima, a do “Amai-vos uns aos outros”.

Muitas vezes deixamos adormecidos em nós mesmos a certeza de que, como filhos de Deus, somos responsáveis uns pelos outros; pelo bem estar físico, emocional e espiritual do nosso próximo. Nesse sentido, muito me incomodou a frase com que o Pe. Renato encerrou seu comentário diário, publicado nas redes sociais, do dia 9 de outubro deste ano: “Que neste dia você possa pedir a graça de perdoar, de servir, de escutar e transformar o que recebeu em serviço”. Entendi o quão necessário é trazer essas palavras para o nosso dia a dia de cristãos.

“Pedi e recebereis”, disse-nos o Mestre. “Amai-vos uns aos outros”, ensinou-nos esse mesmo Mestre. Analisando essas duas falas de Jesus, fica fácil assimilar as palavras do Pe. Renato. Tudo isso é graça de Deus. Deus é o Senhor da vida e o dispensário dos dons que possuímos. Nós somos corresponsáveis por nosso próximo, por isso a necessidade de estarmos sempre prontos para perdoar, para servir, para escutar. É preciso deixar de lado o egoísmo e a tentação de fazer nossos pedidos somente em benefício de nós próprios. Se pensarmos bem, temos a necessidade de tão pouco! E Deus nos deu dons em abundância.  Resta-nos pedir a graça de colocar todos os dons que recebemos a serviço do outro. E agradecer.

Há tanto a agradecer! Mês de novembro é tempo de ação de graças. Agradecemos pelo dom da vida dos que já partiram e pelos que se tornaram santos aos olhos da santa mãe Igreja. Agradecemos pelo final do ano litúrgico, pela esperança que semeamos ao longo do ano e por tudo que pudemos fazer de bom. É tempo de dar graças a Deus por todos os dons que recebemos, mesmo que não os tenhamos colocados em benefício dos necessitados. Isso fique como propósito para o próximo ano, quem sabe?

“Pedi e recebereis.” Peçamos então ao bom Deus a graça de escutar sua Palavra com a intenção de transformá-la em ação; a graça de perdoar e servir, de perceber em nós os dons recebidos e abrir a mão e o coração para doá-los. Nessa direção, sem perder a esperança, Deus nos conceda a presença constante de Maria, que, neste mês, vem justamente com o título de Nossa Senhora das Graças.

Luisa Garbazza

Novembro 2025

Publicação do jornal “Paróquia N. Sra. do Bom Despacho

sábado, 11 de outubro de 2025

Peregrinar

 


Mês de outubro é mês de intensa espiritualidade para nós, cristãos católicos. Entre tantos santos celebrados neste mês, unimo-nos, como nação, para celebrar a festa da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. E como outubro é o mês missionário, alegramo-nos com a festa de santa Teresinha, padroeira das missões. Em suma, outubro é tempo de peregrinar, sair de nosso comodismo e assumir uma missão.

Peregrinar é o que o Pe. Antônio faz todo ano com os devotos de Nossa Senhora Aparecida. Mas é também o que faz em setembro, a Manhumirim, com os devotos do Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde, por ocasião do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Manhumirim.

Em 2025, saímos em peregrinação dia 11 e retornamos dia 14. Foram dias de intensa espiritualidade, sem perder a leveza e a alegria fraterna. Nessa peregrinação, tivemos a oportunidade de beber de várias fontes que muito nos enriqueceram: ouvimos o Pe. José Raimundo da Costa, sdn (Pe. Mundinho), falando da congregação e do Capítulo Geral, que se aproxima; o Pe. Marcos Antônio Belizário, sdn, que nos levou a aprofundar nosso conhecimento sobre o Pe. Júlio Maria; o Pe. Heleno Raimundo da Silva, sdn, que nos transportou no tempo para conhecer o Memorial Padre Júlio Maria; o Pe. Matheus Garbazza, sdn, que nos relatou os acontecimentos dos últimos dias de vida do Pe. Júlio Maria, bem como a bela reforma feita na Igreja Santo Antônio, demarcada pelo fundador, pouco antes de seu falecimento; do Pe. Antônio Otaviano, sempre nos orientando, nos alegrando, nos conduzindo. Também tivemos a presença descontraída do Pe. José Estevam de Paiva, sdn.

A festa do Senhor Bom Jesus, foi um ponto alto em nossa peregrinação, principalmente a celebração da noite. A participação de tantos romeiros, a celebração cuidadosamente preparada, a emoção inevitável no momento da entrada do Senhor Bom Jesus, a voz de Deus por meio da Palavra, proclamada e dita, tudo converge para o aprofundamento de nossa fé. Quem participa dessa peregrinação, presente de corpo e alma, retorna mais consciente de seu dever como cristão e sente-se pronto para a missão. Outubro nos chama. Caminhemos com fé e esperança, pois, como refletimos nos mês da Bíblia, “a esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Luisa Garbazza

Outubro 2025
Publicação do Jornal Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho


terça-feira, 16 de setembro de 2025

 


Setembro chega, despertando em mim muitas sensações e sentimentos especiais. Não só por ser o mês em que Deus me concedeu o dom da vida, mas também pelo ar de esperança que ele nos traz. É a primavera que chega e nos mostra que tudo pode se renovar. As plantas ganham nova roupagem, o verde ganha vida e a natureza nos brinda com o colorido das flores. Nós também precisamos nos sentir renovados, tanto emocional quanto espiritualmente, para seguirmos com mais firmeza e convicção de nossos atos.

Para nos impulsionar à renovação de nossa vida espiritual, a Igreja sempre nos oferece motivos e conteúdos que nos levam a refletir e buscar novos pontos de partida. Já é setembro, e muitas pessoas ainda não se deram conta de que estamos em um ano jubilar, que nos motiva a viver, de forma mais intensa, a esperança em Deus. O “Jubileu da esperança” nos dá a oportunidade de rever nosso modo de agir, buscar o perdão de Deus e, se necessário, traçar novos caminhos. E ainda conseguir indulgências para as ações que não foram favoráveis ao querer divino.

Assim chega setembro, com a Igreja oferecendo-nos mais uma ocasião para avivar nossa fé e melhorar nossa vivência cristã: as reflexões sobre o mês da Bíblia, que nos propõe a leitura da “Carta de São Paulo aos Romanos”. Propício para o ano jubilar, o tema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5) nos ajuda a entender que somos um povo guiado e amado por Deus, nosso Pai, sempre disposto a nos orientar e a nos ajudar a trilhar os caminhos por Ele traçados. Ou nos ajudar a voltar para tais caminhos, se acaso deles nos desviarmos.

Ao refletirmos sobre a “Carta de São Paulo aos Romanos”, percebemos o quanto precisamos valorizar o modo cristão de agir e de pensar, tanto como pessoa como na comunidade ou fora dela. Sabemos que, se permanecermos firmes na fé, “nada poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rm 8,39). Assim, revestido pela força e pela alegria da primavera, podemos aproveitar bem o final do ano jubilar com a certeza de que “a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” (Rm 5,5).

Luisa Garbazza 

Setembro de 2025

Publicação original “Jornal Paróquia N. Sra. do Bom Despacho”.


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Esperança na família

 


           Estamos no ano jubilar. Somos peregrinos de esperança a caminho do céu. Nossa esperança maior é Cristo, sem dúvida alguma. A esperança primeira, aqui na terra, no entanto, é a família. É nela, e por meio dela, que podemos formar cristãos conscientes e comprometidos com o projeto de Deus, para o ser humano e para toda a criação.

A criação de Deus é algo sagrado. A família, também criação divina, é algo muito sagrado. Deus criou o homem e a mulher para a base familiar. E quis que seu filho nascesse no seio de uma família. Maria deu à luz a própria Luz, Jesus, o filho de Deus encarnado. José o acolheu como filho. Juntos cumpriram a sublime, mas difícil missão de criar, educar e amar o divino menino.

Tal qual Maria e José, o homem e a mulher, com a graça de Deus, recebem os filhos no ambiente familiar, onde a vida faz mais sentido. Com os filhos, vem a missão maior: criar, educar, amar e, acima de tudo, evangelizar. Quem ama cuida, alimenta, dá carinho. Quem ama ensina os valores da vida cristã e da fé católica, que inclui a presença constante de Jesus, Maria e José a indicar os caminhos.

O caminho proposto pela Igreja, neste ano jubilar, é o caminho da esperança. A família, tão necessitada de força e coragem para resistir aos ataques mundanos, precisa nutrir em si a expectativa por um mundo melhor, mais humanizado. Precisa ter confiança em tempos de mais amor, união, carinho entre as pessoas, certeza da graça santificante de Deus Pai.

A graça de Deus nos impulsiona a ter esperança, acreditar que podemos ser sementes do bem, nutrir em nós essa graça e frutificar. Saber que, por meio do amor a Deus, somos capazes de esperançar nossa família e as famílias com as quais convivemos. Um lar onde se vive a unidade, a exemplo do lar sagrado, em Nazaré, é modelo e pode dar testemunho de que é possível viver bem, com amorosidade, respeito e temor de Deus. E assim contagiar outros lares.

Deixemo-nos contagiar pelo exemplo da Família de Nazaré. Sejamos promotores de esperança no seio de nossos lares. Pela graça de Deus, sejamos multiplicadores, levando esse sentimento aonde for preciso. E, acima de tudo, acreditemos que a maior esperança está na família, com a qual caminhamos como peregrinos rumo ao céu.

Luisa Garbazza

Agosto de 2025