sexta-feira, 15 de março de 2024

Somos todos irmãos

 


Mais uma vez, em nossa caminhada de Igreja, vivenciamos a Quaresma. Mais uma vez, somos convidados a olhar para nós mesmos, a refletir e a buscar um jeito novo de viver como filhos de Deus, como irmãos, portanto. Na correria do dia a dia, no entanto, às vezes nos deixamos levar pelas relações por conveniência, ou relações genéricas, sem maior conexão. Por isso, nesse tempo quaresmal, à espera de um tempo novo, na alegria da ressurreição de Cristo, somos convidados a rever nossas atitudes e a olhar, com mais amor, para as pessoas com as quais convivemos ou que cruzam nossos caminhos. “Afinal somos todos irmãos.”

São os irmãos de sangue, nascidos na mesma família, que merecem nosso respeito e nosso carinho, ainda que seja em situações adversas.

São os irmãos de caminhada, os que frequentam os mesmos lugares, os que se sentam ao nosso lado na igreja, os que estão sempre presentes. Merecem o nosso olhar, um cumprimento amistoso, um sorriso, uma ajuda quando solicitada.

São os irmãos que estão nas calçadas e praças de nossa cidade e que, muitas vezes, tornam-se invisíveis aos nossos olhos.

São os irmãos diferentes, seja por doença, dificuldades físicas, classes sociais...

Enxergar além das diferenças nem sempre é fácil. Aliás pode ser muito difícil. Pode até causar estranheza ou desconfiança. Mas é essa a meta de cada cristão, tão propagada pelo Papa Francisco.

É justamente isso que a Igreja nos apresenta como tema para reflexão em 2024. Não basta, entretanto, rezar a Campanha da Fraternidade. É preciso mudar nosso jeito de olhar a realidade que nos rodeia. É preciso enxergar o outro tal qual ele é: um filho de Deus, assim como nós o somos. É preciso ir ao encontro do outro, saber de suas necessidades, ajudar a superar carências e dificuldades, sejam físicas, sociais, morais ou espirituais.

Como somos fracos e pecadores, confiemos na graça de Deus e peçamos a Jesus que nos ajude a cultivar essa boa vontade para “abraçar” o outro, para ver em cada pessoa um irmão, que tem os mesmos direitos, pois também é filho de Deus. Peçamos a Maria, nossa Mãe, que nos olhe com carinho e nos ensine o seu jeito simples de vencer as distâncias, de amar e de servir, sem distinção.

Luisa Garbazza

Março de 2024

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