
Especificamente
em 2016, o final do Ano Litúrgico vai coincidir com o término do Ano Santo da
Misericórdia. Foram muitas graças recebidas das mãos do Criador desde a
abertura da Porta Santa, em dezembro de 2015.
Na
Forania de Lagoa da Prata, a Porta Santa da Misericórdia foi aberta, em Santo
Antônio do Monte, dia vinte de dezembro de 2015, na Igreja Matriz de Santo Antônio.
Aquela paróquia estava preparada para receber peregrinos das outras paróquias
da forania, ao longo do ano. Além disso, o bispo diocesano, Dom José Aristeu,
deu abertura para a concessão da Porta Santa, às outras paróquias, por ocasião
da festa do padroeiro – ou padroeira.
Na
Paróquia Nossa Senhora do Rosário, a permissão veio no dia sete de outubro, dia
de nossa padroeira. Eram dezoito horas e cinquenta minutos, quando cheguei à
praça em frente à Matriz. Tudo estava preparado para a cerimônia de abertura.
As portas da igreja fechada. Os fiéis foram se aglomerando em torno do altar
ornado em frente à porta principal. No início da cerimônia, a leitura do
decreto de concessão da porta, na voz da Beth. Depois, as significativas
palavras do Padre Cristiano, que nos orientou, nos sensibilizou, nos convidou a
entrar pela porta – lindamente decorada – e receber as indulgências plenárias.
Foram momentos de emoção e paciência. A igreja ficou pequena para o número de
fiéis ali presentes. Alguns ficaram nas portas ou do lado de fora. Em seguida,
Padre Cristiano nos conduziu os pensamentos para uma profunda revisão de vida e
arrependimento dos pecados. A celebração eucarística selou esse momento de paz
e confiança na misericórdia de Deus.
Assim
como nesta celebração, durante todo o Ano Santo, contamos com a misericórdia e
o perdão de Deus para nós mesmos e para os nossos irmãos falecidos. Então,
neste tempo de ação de graças, temos mais ainda o que agradecer.
Nós
vos damos graças, ó Pai, pela misericórdia infinita que acolhe nossos sofrimentos
e os transforma em bênçãos; que nos ajuda a entender os reveses inevitáveis da
vida; que nos dá força para prosseguir a caminhada depois de cada queda; misericórdia
que abastece nossas forças e não nos permite perder as esperanças de um amanhã
mais fraterno.
Por
essa misericórdia infinita que valoriza os pequenos e os humildes,
concedendo-lhes sabedoria para entender os desígnios de Deus: “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da
terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste
aos pequenos.” (Mt 11,25)
Por
todo esse acolhimento, esse amparo, essa misericórdia; por nos conceder tantos
benefícios, dos quais, aos olhos humanos, nem somos merecedores: Nós vos damos
graças, ó Pai.
Luisa
Garbazza
Publicação do "Informativo Igreja Viva"
Paróquia N. S. do Rosário
Novembro de 2016