A mulher – uma das mais
perfeitas criações divina – tem saído, cada vez mais, do restrito universo
doméstico e ocupado lugares diversos e importantes na esfera social. Apesar
disso, a sua missão mais sublime ainda é a maternidade.
Ser mãe é aceitar com amor a dádiva grandiosa de gerar
outro ser. São nove meses – ou um pouco menos – de uma espera mágica que vai
mudando a rotina da vida pouco a pouco: aguardar o desenvolvimento do filho que
vai ocorrendo lentamente; sentir seus movimentos e auscutar o ritmo acelerado
do seu coraçãozinho; aceitar com paciência as mudanças do corpo, que vai se
moldando de acordo com as necessidades; esperar com ternura o momento que o
filho escolher para nascer.
Ser mãe é chorar
de alegria ao ver o rosto do recém-nascido e constatar que, a partir daquele
momento, sua vida nunca mais será a mesma. Segurar nos braços e amamentar
aquela pessoinha, sangue do seu sangue, é algo que ficará registrado para
sempre nos livros de sua memória. Sela, neste momento, um vínculo de profundo
amor, uma ternura intensa e um aperto doído no coração: MEU FILHO!
Mãe é aquela que
sabe se doar sem medidas, numa entrega total, em prol da criação do filho. É
maravilhoso acompanhar cada fase. Cada dia uma surpresa. Hoje se percebe um
movimento novo, depois um som diferente, amanhã as primeiras sílabas, uma
palavra pronunciada, os primeiros passos e a sensação inebriante ao ver o
filho, com os bracinhos estendidos, correr em sua direção e brindá-la com um
abraço extremamente especial que só um filho é capaz de dar.
É plenamente mãe
aquela que vê o filho crescer orientando-lhe para enfrentar as mudanças e os
desafios da vida. São por demais as ocasiões em que a mãe segura o coração para
não se deixar levar pela ansiedade: as enfermidades, as quedas, a entrada para
a escola, o momento em que o filho começa a sair de casa, as dificuldades
encontradas até conseguir amadurecer e encontrar seu caminho. Cada espinho que
o filho encontra é cravado igualmente no coração da mãe. Cada alegria sentida
explode também no coração materno, que quase não se comporta dentro do peito. Sentimentos muitas vezes acompanhados pelas
lágrimas, de alegria ou de tristeza, que marcam a sublimidade dessa missão que
a mulher recebeu do criador.
É próprio da mãe
permanecer a vida toda em sintonia com o filho. Ver o filho – ou os filhos – ir
embora deixando para trás a saudade, um coração partido e um desejo imenso de
que seja muito feliz. Permanecer também em sintonia com Deus em constante
oração pela felicidade daquele a quem deu a vida. É ter a doçura infinita para,
mesmo depois de bem velhinha, já sem forças, conseguir se recordar com carinho
de cada filho, mesmo que algum a tenha abandonado ou já tenha ido para junto de
Deus, e alimentar as lembranças dos momentos passados na companhia deles e que
guarda vivamente na memória.
Ser mãe é, acima
de tudo, aceitar o projeto do Pai para sua vida e ajudá-lo nesse árduo oficio
de levar a toda e qualquer pessoa esse amor puro e humano que a maternidade lhe
ensinou. E, por tudo isso, merece, mais que ninguém, ser amada, sem limites,
pelos filhos, pela humanidade e por Deus.
Luisa Garbazza
25 de abril de 2013
25 de abril de 2013
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