sábado, 7 de fevereiro de 2026

A cortina do tempo

 


A cortina do tempo está sempre em movimento. Abre-se de um lado, fecha-se de outro. Move-se levemente com a brisa fresca; esvoaça-se nas tempestades. Às vezes pega-nos desprevenidos. Nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, estamos passando por um desses momentos de fechar e abrir de cortinas. O tempo, que se fechou para o Pe. Renato, abre agora suas cortinas para deixar entrar o Pe. Luiz Paulo Fagundes, SDN.

Ordenado aos 27 de julho de 1998, em Santana do Manhuaçu/MG, onde nasceu, Pe. Luiz Paulo exerceu seu ministério em várias paróquias da congregação – impulsionado pelas palavras do seu ponto de partida: “Tu és meu Servo, eu te escolhi. O Senhor Deus me envia, com o seu Espírito”. (Is 41,9; 48,16) –, sempre com sua alegria e com seu canto que cativa e evangeliza. Sua simpatia nos contagia, e seu amor por Maria, a quem pede “Ei, Maria, não se esqueça de mim”, é a marca de sua simplicidade e de seu carisma como missionário sacramentino.

Pe. Luiz Paulo chega com seu jeito alegre, de braços abertos, para cumprir sua vocação em resposta ao chamado de Deus e da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Traz até nós sua alegria e nos propõe a arte de “ser aprendiz do amor de Deus”. Como um “missionário que veio de longe” – sua última missão foi no Ceará – ele sabe a quem seguir e nos ensina que “Jesus é nosso farol”.

Por tudo isso, Padre Luiz Paulo, sacerdote que se declara: “Sou feliz”, nós o acolhemos com carinho. Nossa paróquia o recebe com a certeza de que temos muito a aprender com o senhor. O aprendizado sempre vem aos poucos. Então, de “gota em gota”, vamos nos beneficiar de sua sabedoria, de seu entusiasmo, de sua alegria e, por que não, de sua música.

Seja bem-vindo, Padre Luiz Paulo! O tempo agora é todo do senhor. Ensina-nos a também sermos felizes no seguimento de Jesus.

Por outro lado, ao falar de partidas e chegadas, é preciso entender que o senhor do tempo é alguém de muita generosidade. Quando a cortina do tempo se fecha, por um ou outro motivo, ela sempre deixa frestas, por onde passar as lembranças dos que amamos, e conserva uma porta aberta para os que desejarem retornar.

Luisa Garbazza

Jornal "Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho"

Fevereiro 2026