segunda-feira, 7 de março de 2022

Vivência Cristã

 


Irmãos e irmãs em Cristo, formamos uma só família e somos convidados a viver em comunidade. Uma comunidade cristã, em que a ajuda mútua e o respeito ao semelhante tornam-se ações prioritárias e urgentes. No intuito de estreitar nossos laços, a diocese de Luz, como fruto de sua 4ª Assembleia Diocesana de Evangelização, acontecida em dezembro de 2019, vem nos conclamar a ESCUTAR, com mais ardor, a Palavra de Deus e a aceitar nossa missão no processo de evangelização nossa e de nossos irmãos.

Nesse caminho de vivência cristã, tentando nos aproximar do Evangelho, somos convidados a nos reunir para meditar os encontros de Jesus, relatados na Sagrada Escritura, e partir para o encontro com os irmãos. Essa é nossa missão. Essa é a missão de cada filho de Deus: caminhar, saber do outro, de suas necessidades, de suas angústias e oferecer ajuda.

Quando paramos para refletir e nos deparamos com a bondade demonstrada por Jesus, nos relatos de sua vida terrena, temos a capacidade de nos convencer de que, para chegar a Ele, precisamos seguir suas pegadas. E ainda somos capazes de escutar seu chamado: “Vem e segue-me!” (Mt 19,21), “Vai, e faze tu o mesmo.” (Lc 10,37).

Ao encontro da 4ª Assembleia Diocesana de Evangelização, que nos convida a encontrar Jesus, através da Palavra, e anunciá-lo, temos a Campanha da Fraternidade 2022, que nos chama a “falar com sabedoria e ensinar com amor”. E nos sugere, a partir do cartaz motivacional, que nos apresenta Jesus acolhendo a mulher pecadora, aprender com Ele a acolher o outro com amor.

 Prática da fraternidade

Para falar com sabedoria, precisamos nos preparar, de corpo e alma, e deixar que o Espírito Santo aja em nós; precisamos abrir os olhos da fé para enxergarmos o “Caminho”; precisamos escutar com os ouvidos e com o coração. Assim, imbuídos do espírito de fraternidade e convictos de nossa missão, estaremos menos indignos de falar em nome de Jesus.

Para falar com sabedoria, é preciso ser instrumento nas mãos de Deus. A conversa precisa ser de coração para coração. Para isso, precisamos abastecer nosso coração, deixar Jesus entrar através de seus ensinamentos. A cada encontro de Jesus, ele falava, escutava, perdoava, ensinava e amava. Amava o pobre, o aleijado, o cego, a viúva, a pecadora e os exortava a viver uma vida nova. E era assim que se sentiam: novas criaturas. Também nós somos convidados a nos encontrarmos com Jesus e a nos deixarmos tocar por seu amor. Como novas criaturas, precisamos deixar o amor por Jesus transbordar em nós e chegar ao irmão.

Sabemos que essa não é uma missão fácil, leva tempo, estudo, escuta e ação. No entanto estamos entrando no tempo quaresmal. Tempo de conversão, mudança de vida. Ótima oportunidade para colocar em prática esse exercício de proximidade: com Jesus, com a Igreja, com o irmão. Ir ao encontro do outro, falar-lhe com ternura e ouvi-lo com amor. Assim estaremos contribuindo para a transformação do mundo a nossa volta, mesmo que seja em pequenas doses.

Caminhemos juntos, irmãos e irmãs. Deixemo-nos envolver pela bela proposta da 4ª Assembleia Diocesana de Evangelização e acolhamos a pedagogia da sabedoria e do amor proposta pela Campanha da Fraternidade 2022. Falemos, pois, com sabedoria; eduquemos com amor. Mesmo que isso exija de nós mais esforço e dedicação. Assim estaremos acolhendo também a pedagogia do Servo de Deus Padre Júlio Maria De Lombaerde em sua prática do amor e sacrifício.

luisagarbazza@hotmail.com

Luisa Garbazza

Março de 2022

 

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Vigiai e orai

 


Prezado leitor, é sempre uma alegria esse nosso encontro mensal. Preocupada com os desatinos do nosso tempo, ao me preparar para escrever este artigo, lembrei o saudoso Padre Tiãozinho em uma reunião preparatória para o Encontro de Casais com Cristo. Analisando a trajetória da humanidade e os escândalos sociais da época, ele nos disse: “São os sinais dos tempos. E ainda acontecerão tantas coisas que vocês nem imaginam”. Então, quando fico sabendo de algo que me deixa estarrecida, essa frase me vem à memória. Estamos vivendo, sim, tempos difíceis. Como se não bastasse a pandemia da Covid 19, que dizimou tantos e enfraqueceu o mundo, a mídia está sempre cheia de manchetes de guerras causadas pela ganância, pela ânsia do poder, pelas injustiças, pelas divergências sociais e religiosas.

Diante desse caos, como cristãos que somos, não podemos cruzar os braços. Precisamos dar a nossa contribuição – por pequena que seja – para melhorar o mundo a nossa volta. Jesus conta com cada uma de nós: com nossos pés, que caminham rumo ao outro; nossos braços que se põem a serviço; nossa voz, que acolhe, que evangeliza, que canta louvores ao Senhor. É missão de todos nós a construção de um mundo mais humano, mais fraterno, mais cheio de Deus.

Nesse propósito de ajuda mútua, é de grande valia pensarmos juntos, buscarmos o melhor caminho, traçarmos metas. No Brasil, todo início de ano – mais precisamente no tempo da Quaresma –, somos convidados a esse exercício de cidadania por meio da Campanha da Fraternidade. Em 2022, o lema, retirado do capítulo 31 do livro de Provérbios, é bem sugestivo: “Fala com sabedoria, ensina com amor”. Esse versículo vem nos ensinar a viver com mais humanismo, a tentar mudar o mundo através da educação. Precisamos ensinar nossas crianças a perceber que todos somos iguais perante Deus e, portanto, assim deve ser também perante os homens. E não apenas as crianças, todos nós necessitamos absorver essa máxima, vivê-la, ensiná-la. Todos juntos pela propagação dos valores da fé. Precisamos educar para amar.

 Vida de oração

Diante de tudo isso, percebemos tão atual a frase de Jesus: “Vigiai e orai” (Mt 26,41). Também os exemplos do Papa Francisco, que acolhe a todos, vai ao encontro dos mais simples, fala, ajuda, conduz e reza. Ouvimos muito seu pedido para que cultivemos uma vida de oração pelos necessitados. E suplica que rezemos pela paz.

Assim também os exemplos do Padre Júlio Maria, que nos deixou seu legado de fé madura, de seu amor incondicional a Jesus Eucarístico e a Virgem Maria. Sua vida foi toda doada. Sem vaidades, doou seu tempo, sua força, sua palavra. Com elevada generosidade, doou-nos sua sabedoria por meio dos livros que publicou. Livros cuja essência foi cuidadosamente captada pelo Padre Marcos Antônio Alencar Duarte, SDN, e copilada em um breviário, recentemente editado. No “Breviário Julimariano”, encontramos trechos de vários livros do Padre Júlio Maria, organizados em pequenos textos com sugestão para uma leitura diária: um para cada dia do ano. São palavras de estímulo e ensinamentos para nossa caminhada de fé. Ao nos oferecer um acompanhamento nas sendas da vida cristã, esse pequeno tesouro muito nos ajudará em nossa vida de oração, pois traz, a cada dia, pequenas doses da espiritualidade julimariana,

Essa é nossa missão, meus queridos leitores: educar para o amor, vigiar e orar.  Ocupemos nosso tempo em educar nossos pequenos. Mostremos a eles a arte de amar sem medida: amar os pais, a família, o outro; amar a natureza, a comunidade, o país. Ensinemos a eles as verdades do Mestre Jesus. Ensinemos a rezar, a ouvir a voz de Deus por meio da Palavra e dos preceitos daqueles que estão mais próximos do Pai. E, certos de sermos atendidos, supliquemos pela paz. Dai-nos, Senhor, a vossa paz. Amém.

Luisa Garbazza

luisagarbazza@hotmail.com


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Carta ao Servo de Deus Padre Júlio Maria De Lombaerde

 


            Bom Despacho, 8 de janeiro de 2022

             Querido Padre Júlio Maria

             É com tamanha alegria que lhe escrevo essas linhas para demonstrar o grande carinho que tenho pelo senhor. Imensa é a admiração que sinto por tudo o que realizou e pelo que representa para nós, conhecedores de sua passagem pela vida mortal. Tanto que hoje estamos celebrando seu Batismo, que ficou para nós como uma data muito específica: dia do “Servo de Deus Padre Júlio Maria – o seu dia. Merecida homenagem, pois somente um ser humano muito especial recebe um chamado de Deus, dessa magnitude, e responde prontamente, sem hesitar – Eis-me aqui. Envia-me. –, como o senhor o fez. Por isso, tornou-se exemplo a ser divulgado e seguido.

            Ao buscar conhecer seus passos, deixei-me levar pela emoção nas páginas de seu “Diário Missionário”. Fiquei imaginando a família formada pelo casal José e Sidônia, as dificuldades de sua mãe e, ao mesmo tempo, a força que possuía para passar por tantas provações. Ainda a saudade que sentia com a ausência dos filhos, mesmo sabendo que seguiam tão sublime missão. Caminhei com o senhor em suas idas e vindas para concretizar o propósito de servir, primeiramente como “irmão branco” – Irmão Optato Maria – na África, até se tornar sacerdote da Congregação da Sagrada Família, na Europa, para honra e glória de Deus.

            Acompanhei em suas páginas, Padre Júlio Maria, sua resignação, sua obediência e sua confiança ilimitada em Deus, quando recebeu a notícia de que viajaria rumo ao desconhecido: o norte do Brasil. Hora nenhuma percebi em suas palavras o desejo de pedir para ficar. Seu coração generoso abraçou a missão, pois a alma missionária o impulsionava e não o deixava esmorecer. Sei que a viagem foi difícil, repleta de provações, mas percebi, em cada passo, seu latente desejo de ali chegar e colocar-se a serviço de todos os necessitados.

            Como foi grande, meu querido padre, o legado construído na precariedade do norte do Brasil, em especial no Amapá. Em seu “Diário Missionário”, encontrei mais do que um padre em missão, encontrei um servo de Deus disposto a tudo pelo bem de seus filhos espirituais. Encontrei um padre, um irmão, um pai, um catequista, um médico do corpo e da alma, um homem forte que se punha a caminho, enfrentava os desafios da natureza e a ignorância humana sem perder o foco, sem se desviar de seus objetivos. Ali deixou, entre outras marcas, a Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria. O senhor fez um bem enorme àquele povo que, ainda hoje, traz seu nome gravado na história.

            Padre Júlio Maria, como sou grata a Deus e ao senhor por sua presença aqui nas Minas Gerais! Visitar Manhumirim e ver de perto as obras que construiu, com a ajuda do povo sedento de Deus, fez-me confirmar cada palavra – ouvida e lida – que já soubera a seu respeito. Fez-me constatar o homem forte – de corpo, alma e espírito – que foi, a necessidade que possuía de ajudar, contatada na construção do hospital, asilo, colégio, patronato e do majestoso seminário, lugar de acolhida, de estudo, de ensinamento para muitos jovens, sementes de vocação. Além das congregações dos “Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento” e a das “Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora”.

            Sei, Padre Júlio Maria, que viu muitos frutos do seu trabalho, mas também viu muitos sonhos ruírem. Imagino como seu coração se entristecia nos momentos de incompreensão, de rivalidade, de pedras nas mãos de quem o olhava com falta de fé. Mas sei também que conservou sua confiança em Deus, trabalhou sem descanso e permaneceu firme em seu propósito até o último suspiro.

            Quero agradecê-lo, Padre Júlio Maria, pelo exemplo de vida santa que nos deixou, pelo exemplo de fé madura e incondicional, pelo amor profundo a Jesus Eucarístico e pela devoção, sem reservas, a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Seu carisma eucarístico-mariano modificou a vida de muita gente. E continua modificando. Inclusive a minha. Desde que conheci sua história, e, especialmente, quando vi meu filho seguindo suas pegadas, tornei-me sua devota. Hoje estamos rezando por sua beatificação. Por tudo o que o senhor viveu, realizou e ensinou, temos certeza de sua santidade. Por isso queremos vê-lo proclamado santo pela Igreja e aclamado santo por todos os homens de boa vontade.

Querido padre Júlio Maria, servo de Deus, meu coração se enche de gratidão pela oportunidade de senti-lo tão perto, por meio de seus feitos e de seus filhos espirituais, os missionários sacramentinos. Meu coração sacramentino, cheio de amor por Jesus e devoção filial a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, quer agradecê-lo por tudo que fez em favor de todos nós. Obrigada, missionário! Daí, na glória de Deus, Interceda por nós, para que possamos seguir fielmente seus passos de amor, sacrifício e fé.

Até um dia.

 Grande abraço dessa sua devota, que já o tem como santo.

 Luisa Garbazza


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Cartrovas


 

1ª Cartrova

De: Dante

Para: Beatrice

 

 Beatrice, doce amada,

minh’alma, meu coração,

cada dia me embriaga

de sonho, vida, paixão.

 

 Nossa efêmera história

cravou em mim seu sorriso,

nesta vida transitória,

vislumbre do paraíso.

 

Sabê-la assim, tão distante,

faz de mim um ser inglório,

sem razão, fé inconstante,

vivendo meu purgatório.

 

No peito, saudade e dor

conturbando minha essência:

lembranças do nosso amor

no inferno da sua ausência.

 

                    Luisa Garbazza

 

  2ª Cartrova

De: Beatrice

Para: Dante

 

Oh! Dante! Meu doce amante!

Minh’alma difunde amor.

Meu coração ofegante,

busca, em vão, vosso calor.

 

Foi sublime nossa história;

nossos encontros, perfeitos.

Tudo foi digno de glória,

mas, num segundo, desfeito.

 

Dante, dono dos meus sonhos,

dos meus desejos proibidos,

hoje sou um ser tristonho;

e meus beijos, reprimidos.

 

 Ofertei-vos minha vida;

levastes todo meu riso.

A viver tão deprimida,

eu prefiro o paraíso.

 

                                         Luisa Garbazza

 

  I CONCURSO ESTADUAL DE CARTROVAS DA UBT – SEÇÃO CAXIAS DO SUL

     A União Brasileira de trovadores, Seção Caxias do Sul, em vista do aniversário dos 700 anos de morte do grande poeta italiano Dante Alighieri, lança o Concurso Estadual de  “poema Cartrova”.

sábado, 1 de janeiro de 2022

Um jeito novo

 


Queridos leitores, estamos no começo do tempo. Não no começo “dos tempos”, como alguém possa ter imaginado, mas do começo do tempo, tempo novo, o qual temos a alegria de reviver todo início de ano. Ainda bem que o tempo é dividido nesse significativo espaço de 365 dias. Assim tempos a oportunidade de fazer um balanço das nossas escolhas, das nossas realizações, dos nossos erros e acertos, de cada curva do nosso caminhar. Assim podemos olhar para trás com sentimento de gratidão. Assim poderemos traçar metas e – pelo menos – tentar reescrever nossa história de um jeito novo.

Em se tratando de mudanças, principalmente para nós, que professamos a fé católica e seguimos Jesus Cristo, é preciso dar mais ouvido às palavras do nosso representante de Cristo aqui na terra: o santo Padre, Papa Francisco. Ele tem nos dado tantos conselhos! Ele tem nos ensinado um jeito novo de caminhar, de desamarrar as sandálias e pisar descalço no chão do nosso irmão, de desarmar o coração para se relacionar com os mais necessitados, de abrir a alma para acolher o estrangeiro, o marginalizado, o necessitado. E ele mesmo nos dá o exemplo, todos os dias, inclusive no seu aniversário, dia em que o Papa recebeu no Vaticano um grupo de dez refugiados que chegaram à Itália e ouviu suas histórias. Essa atitude, com certeza, fez a diferença na vida daqueles nossos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. E uma grande lição para nós, povo de Deus: um ato de amor e uma mão estendida têm um valor que nem conseguimos mensurar.

 Os pequenos ensinam

Saber que nossa missão é espalhar amor e cuidar para a expansão do Reino de Deus, faz com que, a partir de exemplos que presenciamos, tomemos consciência de que precisamos agir. Uma forma bastante eficaz de melhorar o mundo à nossa volta é cuidar dos pequenos: educar e evangelizar nossas crianças, falar com elas sobre Jesus, ensiná-las a amar e a respeitar nossa Mãe do Céu, Maria Santíssima, seu esposo São José e com eles aprender as lições de humildade, de obediência a Deus, de vivência da fé. É enaltecedor quando, em nossa caminhada cristã, cruzamos os passos com famílias que educam seus filhos na fé, que os levam à igreja, ensinam a respeitar o Sagrado. E mais enaltecedor ainda quando encontramos crianças que assimilam esses valores e dão, elas mesmas, o exemplo digno de ser seguido. Isso é o que presencio, atualmente, observando a pequena Maria Luiza, filha de meus irmãos de fé William e Daisy. A pequena Maria Luiza, com seus quatro aninhos, consegue ir além dos ensinamentos dos pais. Ela é atenciosa e aprende tudo muito rápido. Participa da Santa Missa e dos momentos celebrativos com uma seriedade que encanta e ensina. Ao participamos juntos dos encontros da “Novena do Natal”, pude acompanhá-la mais de perto. Chega, cumprimenta e se ajeita em seu lugar; observa cada gesto, imita os que lhe convém; ouve cada palavra, reza, canta e, de acordo com o depoimento dos pais, tira suas próprias conclusões e as põe em prática. Na maturidade de sua pouca idade, a pequena cristã Maria Luiza já tem muito a ensinar com seu exemplo de vida.

Nesse recomeço do tempo, peço a Deus, para todos nós, maturidade na fé, consciência de que precisamos estar em sintonia com Ele. Que o Criador nos ajude a cuidar de nossos pequenos com mais seriedade, com mais alegria e esperança. Que possamos dar bons exemplos, dedicar a eles um pouco mais do nosso tempo. E, nesse tempo doado, falar de Deus, apresentar a família de Nazaré e nela se espelhar. Que nos esforcemos a começar o novo tempo de um jeito realmente novo. À luz da fé, esse “jeito novo” precisa estar conectado com o Criador, de mãos dadas com Jesus, Maria e José.  

Feliz jeito novo! Benção e paz em 2022.

Luisa Garbazza
luisagarbazza@hotmail.com


quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Proclamação de Natal

 

Desceu do céu uma luz:

veio ao mundo anunciar

a chegada de Jesus,

que aqui veio nos salvar.

 

Venham juntos celebrar,

cantem hinos de louvor!

É tempo de se alegrar:

nasceu-nos o Salvador.

 

Nascimento tão feliz

trouxe ao mundo paz e amor.

Minh’alma a Deus bendiz

por Jesus nosso Senhor.

 

Glória a Deus lá nas alturas!

– Vamos todos proclamar. –

Que todas as criaturas

possam Jesus adorar.

 

Essa alegria sem igual,

que nos enche o coração,

 é a festa do Natal

que nos une como irmãos.


Luisa Garbazza

15-12-2121




segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Jesus, Maria e José

 


Como é intensa, nesta época do ano, o sentimento de ação de graças dos que temem o Senhor. Estamos vivenciando o tempo do Advento e esperando o Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. Chegar ao fim de mais um ano, com o coração cheio de fé, louvando e agradecendo, é dádiva divina. O coração do cristão, mesmo em tempestades, está sempre em sintonia com o Criador, diante de quem se coloca em preces e em cantos de louvor e agradecimento.

Em 2021, ainda em tempos de pandemia, passamos por muitas provações. Mas, em se tratando de fé, contamos com um grande aliado nesta busca pela paz interior: São José. Vivenciar o “Ano de São José”, reunirmo-nos em oração todo dia 19, refletir sobre a vida desse santo tão especial, tudo isso proporcionou-nos um grande crescimento como cristãos católicos. Aprendemos com são José, a pensar antes de agir: ao saber da gravidez de Maria, ele silenciou-se e ficou só com seus pensamentos, suas dúvidas, sua dor. Aprendemos a confiar em Deus: ao ouvir – em sonho – as palavras do anjo, São José soube recebê-las com serenidade de espírito e acreditou. Receber Maria como esposa foi a maior demonstração de fé que ele pôde dar a Deus. Conhecendo a história, sabemos quanto foi difícil para ele a trajetória de pai adotivo de Jesus. Foram muitas idas e vindas, sofrimentos, renúncias, tudo suportado com paciência, tudo vivido com amor, com humildade e obediência ao Pai do Céu. Por seu exemplo de resiliência e confiança em Deus, mereceu um grande prêmio no fim de seus dias: dar o último suspiro segurando as mãos de Jesus e de Maria.

Como São José foi tão feliz na hora da morte, aprendamos a rezar como nossos avós rezavam: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma. Jesus, Maria e José, assisti-me na última agonia. Jesus, Maria e José, descanse minha alma entre vós em paz. Amém.” Aprendi essa oração com minha mãe. Hoje, principalmente após viver este Ano de São José e conhecer melhor a profundidade da vivência de fé daquele homem, rezo-a sempre, pois o que mais almejo é ter minha alma descansando ao lado de Jesus, de Maria e do santo José, o carpinteiro, o trabalhador, o pai de família, o fiel esposo da doce e santa Maria.

O Ano de São José termina dia 8 de dezembro, mas, preparando-nos para o Natal, não podemos nos esquecer dos exemplos desse santo que tanto tem para nos ensinar. Assim como ele aceitou ser o pai de Jesus, cabe a nós aceitá-lo também como pai adotivo. Tenhamos a liberdade de pedir a São José que acompanhe nossos passos, que nos aconselhe nos momentos de dúvidas, de incertezas, nos momentos de falta de clareza na fé, que nos ensine as lições de humildade, de pertença a Deus e que interceda por nós.

Nessa alegria de receber São José como pai adotivo, peçamos a Deus a graça de imitá-lo e de buscar os dons que ele possuía. Aproximando-nos do Natal, lembremos suas virtudes. Homem justo, humilde, puro de coração, obediente, praticante da justiça, caridoso, fiel e, por tudo isso, homem de intimidade com Deus. Procuremos, também nós, praticar essas virtudes. Sejamos homens e mulheres de fé verdadeira e ativa, fé que nos leva a olhar para o irmão com olhar de amor e ver as necessidades de cada um, fé que nos leva a procurar os mais humildes e oferecer-lhes o que pudermos, mesmo que seja um momento de nossa vida para conversar com eles, mostrar-lhes que são os preferidos do Pai.

Então, querido irmão, querida irmã em Cristo, neste Natal, peçamos a Deus a graça de sermos capazes de seguir os passos de São José para que possamos nos aproximar de Jesus, na manjedoura, com o coração mais puro e a alma em paz. Para isso, rezemos a oração a São José, ensinada a nós pelo Papa Francisco:

Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem.

Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém.

luisagarbazza@hotmail.com

E assim, com essas palavras de esperança,

quero desejar a você, querido leitor, querida leitora,

um feliz e santo Natal.