Sabemos
que a vida é cheia de altos e baixos, chegadas e partidas, alegrias e
tristezas. E como a vida é efêmera! A partida definitiva de alguém que amamos
provoca em nós sentimentos que nem imaginávamos existir. Mas é a lei da vida.
Assim são os seres vivos, criados pelo bom Deus: finitos. Seres humanos que
somos, nem sempre estamos preparados para os momentos difíceis. Resta-nos
aceitar e confiar.
No
dia 19 de julho deste ano, nós nos despedimos do senhor Vicente Zeferino Pinto,
o “Sô Vicente”, que foi sacristão na Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom
Despacho por longos anos. Contratado pelo padre Estevam, na década de 1990, “Sô
Vicente” cuidou da Matriz com zelo e responsabilidade. Sabia tudo, organizava
tudo. E cuidava para que tudo ficasse assim, cada coisa em seu lugar. Todos os
dias, "Sô Vicente" estava ali auxiliando a todos na sacristia e na
igreja, atento a todos os detalhes. À primeira vista, um homem sério, de poucas
palavras. Mas, na medida em que com ele íamos convivendo, descobríamos, por
trás do semblante sério, um homem simples, fraterno, sorridente, que nos
auxiliava em tudo aquilo de que precisávamos.
Era
também um homem religioso. Nutria devoção a Nossa Senhora, por meio da reza do
terço, o que fazia todos os dias antes da missa. Com os filhos e netos,
participava da festa do Reinado, em homenagem a Nossa Senhora do Rosário. Era
também devoto do Sagrado Coração de Jesus e pertencia ao Apostolado da Oração.
Esse
homem de Deus, pai de família, serviu à Igreja como sacristão enquanto teve
forças. Quando se afastou, deixou uma lacuna muito grande. Para nós, que
convivemos com ele, foi difícil acostumar com sua ausência. Mas ele continuava
firme nas celebrações, fervoroso em suas orações. Quando abordado, tinha sempre
um sorriso e um abraço para ofertar.
Tristeza
foi o que sentimos ao saber de sua partida. Mas, ao mesmo tempo, gratidão.
Gratidão pelo homem honesto e responsável que ele foi; pela família numerosa
que teve a graça de formar; pelo tempo que dedicou ao serviço de sacristão; por
tudo o que ele fez e nos ensinou por meio de suas palavras e seus exemplos.
A
nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, cabe cultivar suas lembranças e
pedir a Deus que o receba de braços abertos no reino que Ele prepara para todos
nós, seus filhos e filhas.
A mim,
cabe demonstrar minha gratidão a Deus pelo privilégio de ter convivido com esse
homem íntegro e simples. Guardá-lo-ei com carinho em minhas lembranças.
Obrigada,
“Sô Vicente”!
Luisa Garbazza
Publicação da revista digital da
Paróquia N. Sra. do Bom Despacho
Agosto de 2026



