Caros irmãos em
Cristo, estamos nos aproximando do final do ano litúrgico. No último domingo
deste mês, mais precisamente dia 29, inicia-se o novo ano dentro da liturgia
católica: ano B, durante o qual refletiremos com o Evangelho de São Marcos.
Então é tempo de rever o que fizemos em 2020 e aproveitar o “Dia de Ação de
Graças” – 26 de novembro – para louvar a Deus por todos os benefícios que Ele nos
concede a cada dia de nossa vida.
No decorrer deste
ano – tão diferente, por causa da pandemia –, tivemos uma rotina diferente para
as práticas religiosas: ficamos um período sem missas presenciais, fomos
privados de nos reunir para os momentos de reflexão e oração, distanciamo-nos
uns dos outros por uma força maior: evitar o contágio. E agora, mesmo voltando
às missas presenciais, nem todos têm a oportunidade de participar das
celebrações, por falta de espaço, já que o número precisa ser reduzido por
causa do distanciamento social, ou por fazer parte do grupo de risco – pessoas
mais vulneráveis aos sintomas do coronavírus.
Mesmo com todas
essas dificuldades, estamos realizando as celebrações e festas propostas pela
Igreja. E temos contado com o apoio dos fiéis para o desenrolar de cada
celebração. Algumas vezes, até nos surpreendemos com participação das pessoas,
como aconteceu na novena e na festa de Nossa Senhora Aparecida. Com a aprovação
do pároco, Padre Márcio Antônio Pacheco, SDN, seguimos o roteiro proposto pelo
Santuário de Aparecida. Foi uma alegria perceber a adesão dos irmãos e irmãs a
cada proposta feita. Recebemos representantes das comunidades, das pastorais e
movimentos e das equipes de liturgia da Matriz. O entusiasmo do povo e o
carisma de nossos sacerdotes contribuíram para o bom êxito da festa.
“Eis-me aqui, Senhor!”
Nessa festa mariana,
o que mais chamou minha atenção, no entanto, foi a presença expressiva de uma
criança, o pequeno João Pedro. No dias
da novena, momentos de muita espiritualidade e demonstração de amor a
Maria, tivemos dois instantes especiais, que se repetiram a cada dia: a procissão
de oferta de alimentos, que seriam doados às famílias necessitadas, e a
procissão de oferta das flores, um carinho de filhos e filhas à Mãe Aparecida.
Em todos os dias, lá estava João Pedro, sempre acompanhado dos pais, levando
algum alimento para ofertar. Depois voltava levando nas mãos algumas flores
para oferecer. E não se contentava em levar e voltar para o lugar, ficava ali,
em frente à imagem, analisando, olhando para ela, organizando as flores,
escolhendo o melhor lugar para depositar a sua flor, que, com toda a certeza de
seu coração de criança, era muito especial. Curiosamente, lançava-me um olhar
alegre, como se dissesse: “Eu estou aqui. Eu trouxe flores para Maria.”
Enternecida, eu devolvia o olhar, fazia um gesto, concordava com a cabeça, já
que o sorriso estava escondido. Só então ele voltava para o seu lugar.
Por isso minha gratidão a Deus é por
esses momentos de alegria e paz na alma. Graças pelas pessoas que se
comprometem com o trabalho de evangelização. Graças pelos pais e mães de
família que dão exemplo de fé, levam seus filhos pequenos para a igreja e os
incentivam a também participar. Graças pela oportunidade de ajudar aos mais
necessitados. Graças por pertencermos à Igreja Católica, em uma paróquia
sacramentina, e termos Maria por mãe e padroeira.
Gratidão, ó Deus,
por chegarmos ao final deste ano litúrgico com o coração agradecido e a
sensação do dever cumprido, dentro do possível. Gratidão, ó Deus, por ter nos
conservado a vida e ter conduzido nossos passos e nossos pensamentos nesses
tempos de penúria. Dai-nos, Senhor, a vossa bênção e disposição para
continuarmos nos vossos caminhos. Amém.
Luisa Garbazza
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