sábado, 9 de fevereiro de 2019

Tempo de agradecer


O tempo é um mistério. O homem tenta dominá-lo em vão. Conforme as peculiaridades, o tempo foi sendo divido: segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos... Mas, na corrida do dia a dia, o passar do tempo continua sendo um mistério: às vezes vai rápido demais, outras vezes parece que está estacionado; às vezes acontecem tantas coisas, outras vezes vivemos o marasmo da existência. De uma coisa podemos ter certeza: o único que domina esse mistério é o Criador. Ele, sim, sabe o tempo certo para cada coisa acontecer. Ou deixar de acontecer.

Nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, estamos vivendo o tempo de agradecer. Celebramos, em 2019, os oitenta anos da presença sacramentina em Bom Despacho. É com alegria que elevamos ao Pai cânticos e preces de louvor e ação de graças pela dádiva de sermos guiados pelos discípulos do Padre Júlio Maria De Lombaerde, hoje servo de Deus.
Quando se conhece um pouco da história do Padre Júlio Maria, é fácil visualizá-lo chegando nestas terras: um homem alto, barbas longas, olhar calmo, alma serena. Homem sério, trabalhador, generoso, ciente de sua vocação e de sua missão como consagrado: evangelizar, pregar e praticar o amor, a solidariedade, a justiça. Tinha um amor muito grande por Jesus Eucarístico e pela Mãe da Eucaristia. Seu lema era “Amor e sacrifício”. Onde passava, deixava pegadas de fé e marcas de Deus. Assim ele viveu. Assim ele quis que vivessem as três congregações que criou.
Na década de 1930, Padre Júlio Maria veio por estas bandas com o firme propósito de assumir a Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, e o fez, oficialmente, no dia 1º de janeiro de 1939, instituindo como primeiro pároco o Padre João Balke, SDN. A partir dessa data, muitos foram os sacerdotes sacramentinos que passaram por estas terras. Alguns aqui permaneceram por muitos anos, foram incansáveis missionários e marcaram a vida de tantas pessoas. Lembro-me das histórias de minha mãe: a espiritualidade e o jeito severo do Padre Antenor; a caridade e o amor às Sagradas Escrituras do Padre João Heffels; a incansável solicitude do Padre Henrique. Não podemos nos esquecer dos sacramentinos bom-despachenses: Padre Robson, Padre Jayme, Padre Antônio Otaviano. E tantos outros, cada um com seu carisma, com suas particularidades, mas todos imbuídos dos ideais julimarianos, tão sublimes e tão necessários na vida dos cristãos.
Primeiro de janeiro de 2019: são 80 anos de missão sacramentina entre nós. Primeiramente em toda a cidade; agora, com a divisão de paróquias, a missão continua na Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho. A cada dia conhecemos mais a história do fundador e nos empenhamos para ajudar os sacerdotes a concretizar os ideais propostos por ele. A cada dia nos convencemos de que seus ideais são admiráveis e necessários para uma boa vivência cristã, pois são os mesmos pregados pelo Mestre Jesus.
Por isso é tempo de agradecer. Estamos vivendo o “Ano jubilar”. Em 2019, vamos fazer memória dos oitenta anos da presença sacramentina em Bom Despacho. Durante todo o ano, teremos ações concretas e celebrativas em comemoração a esse jubileu. Demos graças a Deus pelo privilégio de participarmos de uma paróquia sacramentina. Graças por propagarmos o nome do servo de Deus Padre Júlio Maria e rezarmos para que ele alcance a glória dos altares. Graças por todos os missionários sacramentinos que aqui viveram: pelos que estão vivos e pelos que Deus chamou para si. E graças pelos que estão conosco neste ano jubilar: Padre Jayme, Padre Antônio, Padre Márcio e Padre André. Amém.

Luisa Garbazza
Publicação do Jornal "Paróquia"
Fevereiro de 2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Crônica de viagem


Região dos Lagos
       
Sair de férias é sempre uma experiência cheia de riquezas. Sair de férias em família, mais ainda. Em se tratando da minha família, o difícil é acertar o destino e o endereço que agrade a todos. 2019: Arraial do Cabo, RJ; endereço: condomínio Vila da Praia, bairro Praia Grande. Tudo acertado, saímos na madrugada do dia 20 de janeiro.
        A primeira surpresa sobreveio ainda na viagem de ida: alertados sobre a dificuldade do caminho mais curto, passamos pela cidade do Rio de Janeiro, ainda não visitada por nós. Era para ser apenas um caminho, no entanto tornou-se um pedacinho especial da viagem. A visão das belezas da cidade maravilhosa foi de encher os olhos: a grandiosidade da ponte Rio-Niterói, pela qual trafegamos, a imponência do Pão-de-açúcar e os braços abertos do Cristo Redentor que, mesmo ao longe, nos abraçava.



        



        
 Ao nos aproximarmos do destino, o arco de boas-vindas nos acolheu e, ao mesmo tempo, aumentou nossas expectativas. Já na cidade, foi bem fácil encontrar nosso novo e efêmero endereço. Em instantes, já instalados, sentíamo-nos em casa, prontos para aqueles dias de descanso, lazer e convivência em família.


        O burburinho da cidade era imenso. Carros e pedestres disputavam as ruas mais movimentadas, próximas às praias. Era difícil sair de carro por aquelas ruas. Mais ainda, encontrar um lugar para estacionar. Mas toda a ansiedade era esquecida quando a disputa era por um lugar ao sol, por uma sombra agradável para passar algumas horas e o encontro, indispensável, com as águas claras do mar.


        A semana foi muito agradável. Alguns momentos marcaram nossa estada. Entre eles, a manhã de sol quando os olhos amados se encontraram com os meus. Ou a escalada da escada de 255 degraus que nos levou à Praia do Pontal; e ainda o prazeroso passeio de barco que, regado a ventos peraltas que nos levantava os cabelos, aguçou nossa imaginação sobre aquele mar sem fim que se mostrava à nossa frente.



        Aproveitando a viagem, reservamos tempo para visitar Cabo Frio: areia branca, sol forte, praia apinhada de banhistas e, como não poderia deixar de ser, uma passadinha no forte São Matheus para lembrar nossa história e repetir uma foto com a cidade ao fundo e aquele mar tão azul.


Um tempo também para rever o encanto da praia de Geribá e aproveitar, de forma muito especial, as maravilhas das pedras das ruas de Búzios, com suas atrações, seus artistas, sua graça, sua poesia, como este anjo - estátua viva - que me sensibilizou.


        No domingo, dia 27, já em clima de despedida, partimos para participar da Santa Missa. No melhor horário para nós, a Missa era na antiga e delicada Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Momentos de fé e confiança em Deus e na Virgem Maria.


    Ainda na manhã do domingo, uma esticadinha até a cidade de São Pedro da Aldeia, com um objetivo específico: visitar a enigmática Casa da Flor. Há muito, desde que se veicularam propagandas a seu respeito e de seu criador – Gabriel dos Santos – alimento a vontade de conhecê-la de perto. É lindo de se ver! A casinha em si é bem simples. O deslumbre fica por conta da arquitetura que a cerca: a escadaria ladeada de pequenas e trabalhadas colunas, a riqueza dos detalhes, a graciosidade de seus singelos encantos.





Na manhã da segunda-feira, dia 28 de janeiro, a foto de despedida traduz a sensação de gratidão pelos dias de bênçãos passados naquele cantinho de mundo, no sudeste do Brasil. O corpo, antes fatigado pelo cansaço do trabalho, respira aliviado. A alma, enriquecida pelas maravilhas captadas pelas atentas retinas, sorri agradecida.

Entretanto, a imagem mais marcante, o sentimento mais profundo, o êxtase maior ficou por conta do grande espetáculo da natureza, da visão mais bela que meus olhos já viram e que ficará para sempre em minha memória: direto da Praia Grande, em Arraial do Cabo, o pôr do sol em alto mar.

Luisa Garbazza
30 de janeiro de 2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Tributo ao Padre Antônio



Neste dia para nós tão especial,
com o Padre Antônio queremos celebrar
esta data, este dom sem igual
que Deus o concedeu completar:
os oitenta anos do seu natal,
um acontecimento para solenizar.

Do homenageado do dia
algo há que se destacar:
seu entusiasmo, sua alegria,
que vêm nos contagiar;
seu canto, sua melodia,
que sempre quer nos ensinar.

Sua vocação forte e verdadeira
está continuamente a afirmar.
Maria é sempre a primeira,
a todo o momento a quer exaltar.
A fé é sua maior bandeira,
a que faz questão de mostrar.

Percebemos em tudo o cuidado:
seu zelo ímpar com o altar;
o respeito com o sagrado;
sua oratória tão exemplar.
Assim o vemos respeitado.
Assim a todos vai conquistar.

Padre Antônio, com seu jeito popular
e de suas palavras e gestos através,
podemos, com certeza, afirmar:
nem chegamos aos seus pés,
pois, para quem o veio homenagear,
Padre Antônio, o senhor é dez.

Luisa Garbazza
Janeiro de 2019

           Homenagem ao Padre Antônio Otaviano, sempre presente em minha vida e na vida de tantas pessoas. 
            Gratidão, Padre Antônio.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Feliz ano novo


Querido leitor, um novo ano enfeita nossos calendários. Janeiro chega trazendo tudo novo: novos sonhos, novas expectativas, novos projetos... É primordial para o ser humano essa virada, essa magia de olhar as coisas com outros olhos, esse recomeço. É importante termos essa oportunidade de renovar a esperança e reinventar a vida a cada ano. Só o que não pode ser reinventado é o nosso amor a Deus; é a confiança em sua existência e em sua presença em nossa vida; é a necessidade de render graças ao Pai por tudo o que ele nos concede e por todas as pessoas que nos acompanham na caminhada da vida.
Hoje quero dirigir ao Pai um hino de louvor e preces por uma pessoa muito especial: nosso amigo querido, Padre Antônio Otaviano da Costa Franco, SDN, que, no dia 17 de janeiro, completa 80 anos de vida.
Nós vos louvamos, ó Deus, pelo vosso filho Padre Antônio. Damos graças por havê-lo criado, feito padre e pela oportunidade de conviver com ele.
Nós vos damos graças, ó Pai, pela vida desse homem de Deus, que se coloca a serviço do outro e está sempre fazendo o bem.
Graças pela propriedade em suas palavras, que estão sempre nos ensinando, nos catequizando, nos exortando, nos consolando nos momentos de dificuldade, de tristeza, de dor.
Graças, ó Pai, pelo dom da vida do Padre Antônio e por todos os dons a ele concedidos. E graças por sua generosidade de colocar cada dom recebido a serviço do irmão.
Pedimos, ó Pai, por esse vosso filho. Concedei-lhe a graça de uma vida longa e feliz. Permiti-lhe seguir os vossos passos sem desanimar, sem perder a espontaneidade, o entusiasmo e o ardor missionário.
Obrigada, Senhor, por esse filho vosso que, para nós, é um verdadeiro presente.
Amém.

Parabéns, Padre Antônio!
Que o seu novo ano seja de muita alegria, saúde e muita paz. E que possamos continuar convivendo com o senhor e testemunhando sua amizade, sua alegria, sua pertença à Santa Igreja, seu respeito com o sagrado, seu amor pelo servo de Deus Padre Júlio Maria e pela Mãe da Eucaristia.
Abraço grande.
Luisa Garbazza
Publicação do jornal “Paróquia”
Janeiro de 2019

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Uma certa árvore de natal


Mamãe
Esta árvore é em sua homenagem. 
Foi feita nos moldes de certa árvore que a senhora fez na minha infância e nunca mais saiu da minha mente: uma árvore grande, que encheu a casa de beleza e nosso coração de sonhos. Os enfeites todos feitos por suas próprias mãos, entre eles os balões e as flores belíssimas, feitos de papel.
Talvez por isso mesmo tenha sido tão especial.
Tentei reproduzi-la.
Sei que não ficou igual, nem me lembro dos detalhes...
A sua, mamãe, com certeza, ficou muito, muito mais linda. E divina! Sim, pois foram feitas por alguém que tinha mãos de fada, possuía um coração de anjo e alma de santa.
Inigualável.
Mesmo assim eu a ofereço à senhora.
Aprendi a fazer os balões que a senhora fazia e que, na época, por causa da pouca idade, não aprendi a fazer. 
Foram horas de trabalho para montá-la. Mas aproveitei cada momento, pois parecia que a senhora estava ali comigo, em cada dobradura, em cada esforço para cortar a árvore e moldar os galhos, em cada objeto ali pendurado.
Quisera eu voltar no tempo, ver-me debaixo daquela árvore e tê-la ao meu lado, com seu sorriso lindo e seu olhar sereno que tanto me acalmava.
Obrigada, mamãe!
Obrigada por ter me deixado essa lembrança.
Olho para a minha árvore e vejo a senhora. Sinto o coração cheio de amor.
Sei que, de alguma forma, a senhora está aqui comigo.
A sua bênção, minha mãe.
Feliz Natal!
Luisa Garbazza
13-12-2018







domingo, 9 de dezembro de 2018

Homenagem ao Padre Jayme


60 anos de sacerdócio
8 de dezembro de 2018

Relembremos neste dia,
com amor e emoção,
o menino que partia,
deste pequeno rincão,
com o Padre Júlio Maria,
que o levou pela mão.

Depois de horas seguindo,
no trem que o transportava,
de Bom Despacho advindo
a Manhumirim chegava
e foi-se então sucumbindo
à vida que ali buscava.

Foi então orientado,
muito estudo e formação,
com o peito apertado,
saudade no coração.
Tudo ali foi suportado,
pois era sua missão.

Chegando o dia marcado,
tudo se realizou:
num momento abençoado,
Jayme padre se tornou.
Havia só começado
a missão que abraçou.

Andou por tantos lugares
para evangelizar,
pregou em tantos altares
para o bom Deus exaltar,
mesmo com muitos pesares,
a fé soube preservar.

A Bom Despacho tornou,
trabalhando com alegria,
jovens evangelizou
e de muitos foi o guia,
a todos presenteou
com a presença de Maria.

Nesta data alvissareira,
sessenta anos vividos,
nesta terra hospitaleira,
é por todos bem querido.
Esta cidade inteira
hoje o quer aplaudido.

Padre Jayme, que alegria
esta data celebrar.
Nesta noite de magia,
com o senhor festejar,
e com amizade sadia
o queremos abraçar.

 

2 de maio de 2022

Padre Jayme se despediu

deste mundo com leveza.

Toda gente o aplaudiu

sentindo imensa tristeza,

mas, em vida, garantiu

da vida em Cristo a certeza.


                                                              Luisa Garbazza
 



domingo, 2 de dezembro de 2018

A força do amor


Queridos leitores, estamos avançados no tempo deste 2018. Dezembro já se adianta no calendário. Daqui a pouco já é Natal. Toda gente se movimenta no corre-corre de fim de ano: lojas cheias, ruas movimentadas, passeios e praças repletas de pessoas em busca de um presente. Vivenciando esse clima de festa e magia, venho falar de amor, esse ser tão misterioso, cantado em prosa e em verso, mas às vezes tão pouco vivido.
Quero falar do amor essência, que brota da alma e transcende a matéria. Esse sentimento belo e puro, desprovido de pretensão, ensinado pelo mestre Galileu. Jesus amou-nos de forma única e inigualável. Amou-nos até as últimas consequências: a morte de cruz. Como é bom fechar os olhos e imaginar Jesus com todas as pessoas daquela época, às quais ele fazia questão de ensinar, de demonstrar carinho e atenção. Quanta cura – do corpo e da alma – Jesus ofereceu àquela gente! Quanta verdade e ternura em suas palavras! Ah! Como seria bom amarmos assim!
Quero falar do amor vivido por São Francisco de Assis, que, quando descobriu o amor de Jesus, teve sua vida transformada. Percebeu que nada valia mais que o amor, nem riquezas, nem posses, nem poderes, nem fama, nada. Ele conseguiu penetrar na essência de si mesmo e ali encontrar o amor pelas pessoas. Ao lado dos pobres e oprimidos, dos doentes jogados à beira do caminho ou isolados, fora do convívio, São Francisco encontrou a paz. Ele gritou essa paz em palavras, cânticos e orações. E viveu essa paz.
Penso no amor sentido pelo Padre Júlio Maria. Por amor a Jesus e à sua mãe, Maria Santíssima, ele enfrentou dificuldades, transpôs mares, cruzou barreiras. Onde Jesus chamava, lá estava ele. A literatura nos apresenta um padre humano, bondoso, cuidadoso. Preocupou-se com a formação – principalmente espiritual – dos jovens, dos homens, das mulheres e das crianças. Deixou textos belíssimos, ensinando a viver o amor e o sacrifício. Quem ama aceita as consequências, os dissabores, o cansaço, os desafios, as dores.
Falo do amor que marca a cadência e o rumo dos passos do Papa Francisco, que sai do conforto e vai visitar famílias, comer com os pobres, abrigar os que não têm um lar.
Falo do amor vivido e ensinado por minha mãe, dona Maria da Conceição Garbazza, um exemplo entre muitas de sua época, que, aceitando os desígnios do Criador, se anulou e se desdobrou para criar e educar na fé, da melhor maneira que pôde, os dez filhos que gerou. E ainda ajudou tanta gente. Sem se desesperar diante das vicissitudes da vida, teve uma vida santa e espalhou o bem, a fraternidade, o amor sem medidas.
Trago também o amor da criança, que enche os pais de beijos e, plenos de confiança, diz com todas as letras, com todo o significado que essas palavras podem ter: “Eu te amo”.
E por último, quero falar do amor de Maria, nossa santíssima mãe. O amor que a fez enfrentar as barreiras do seu tempo e dizer sim a Deus para se tornar mãe de seu filho. O amor que embalou a sua vida inteira e, ao ver o filho padecendo em uma cruz, aceitou ser mãe da humanidade. E pôde fazer isso, pois o amor em seu coração era suficientemente grande para abraçar e amar todos os viventes.
Meus queridos amigos, neste Natal – e sempre – possamos amar mais, espalhar mais amor, amar como Jesus amou. Assim, quando chegar o fim do dia, como diz o Padre Zezinho, possamos todos, sem exceção, dormir muito mais feliz. Feliz Natal!
Luisa Garbazza
Publicação do jornal “Paróquia”
Dezembro de 2018