quinta-feira, 2 de junho de 2022

Salve, junho!

 

Feliz aquele que crê! Bem-aventurado aquele que crê sem ter visto! – já dizia Jesus. E quanto mais mergulhamos em seus ensinamentos, quanto mais nos deixamos tocar por seus mistérios, mais experimentamos essa alegria que vem de Deus. Nossa Igreja, tão alicerçada em Jesus, tão rica em detalhes, oferece-nos, ao longo do ano, as doses necessárias para o amadurecimento de nossa fé e, assim, alegrarmo-nos em Cristo, mesmo sem tê-lo visto.

Uma dose significativa de alimento para nossa fé, recebemos no mês de maio, quando nos dedicamos a contemplar Maria, a Virgem Santíssima, Mãe do nosso Salvador. Em nossa paróquia, temos a oportunidade de celebrar, além da alegre homenagem das crianças ao coroar Nossa Senhora, dois momentos de profunda afeição àquela que se fez nossa Mãe na gratuidade do seu amor. Primeiramente, dia 13, ao celebrarmos Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, padroeira dos missionários sacramentinos. Ao meditarmos os ensinamentos do Padre Júlio Maria, percebemos a grandiosidade desse título de Maria e nos deixamos encantar por essa mulher, que carregou no ventre o Filho de Deus, dividiu com ele seu sangue e, por isso mesmo, continua presente, como ostensório de Jesus. Fechando o mês, no dia 31 de maio, na festa da “Visitação de Nossa Senhora”, celebramos Maria como nossa padroeira e nos alegramos por estarmos sob o manto de Nossa Senhora do Bom Despacho.

Agora saudamos junho, o mês das tradições populares nas celebrações de Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo. Nossa fé é reforçada na tradicional “reza do terço”. É Maria outra vez presente na veneração dos santos e santas de Deus. As festas juninas nos trazem à lembrança nossos antepassados e o entusiasmo na preparação de cada detalhe. – A mim traz a imagem de minha santa mãe, com sua fértil criatividade e suas mãos habilidosas que, aos poucos, iam tecendo as bandeiras em honra aos santos para a vizinhança. E como ficavam lindas! As mais lindas que já vi. E lá permaneciam, por muitos dias, nas alturas, tremulando e exibindo as fitas coloridas que adornavam a estampa do santo.

Ele está no meio de nós

Em junho também celebramos o “Dia de Pentecostes”, momento sublime de renovação da fé e do compromisso com o Evangelho de Jesus. Através do Espírito Santo, recebemos do Pai as forças necessárias para prosseguir nossa caminhada de fé e dar testemunho de seus ensinamentos a cada passo, a cada irmão que encontramos, onde quer que estejamos. Como nos diz o Papa Francisco, "Não nos esqueçamos: o Espírito está presente em nós. Ouçamos o Espírito, invoquemos o Espírito. Ele é o presente que Deus nos deu. Diga ao Espírito: ‘Espírito Santo, eu não sei como é o teu rosto, mas sei que és a minha força, a minha luz, que é capaz de fazer-me caminhar e ensinar-me a rezar’. 'Vem, Espírito Santo'.”

Ainda no mês de junho, celebramos a Festa do “Corpo e Sangue de Cristo, com momentos de profunda adoração e de caminhada pelas ruas da cidade. Mas o que mais chama a atenção nesse mês, por se prolongar ao longo dos trinta dias, é a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que teve seu início ao pé da cruz: “E de seu coração aberto jorrou sangue e água”. Quanta ternura, quanto amor emana desse Coração Sagrado, sempre pronto a nos livrar do pecado e a atrair nosso coração para a sua graça.

Celebrando o Sagrado Coração de Jesus, celebramos, mais uma vez, a doce e sempre Virgem Maria. Onde está o Filho, aí está sua Mãe. Maria acompanhou Jesus, sofreu com ele em todos os momentos de seu martírio. O coração de Maria estava em sintonia com o do filho, dividindo com ele suas dores. E é através dela que nos aproximamos de Jesus. Como diz o Padre Júlio Maria, “Mãe querida, abri-nos o Coração de Jesus. Conduzi-nos ao Tabernáculo. Mas sempre ficai perto de nós, como ficais perto de Jesus. Sede verdadeiramente para nós: Nossa Senhora do Coração Eucarístico de Jesus”.

Salve, junho! Traga amor, fé e muita paz aos corações.

Luisa Garbazza

luisagarbazza@hotmail.com

Junho de 2022

Para o Jornal Paróquia N. Sra. do Bom Despacho.

 

sábado, 30 de abril de 2022

Conversa com Maria


Oi, Maria!

Sim, Maria, a senhora mesma! A santa, a imaculada, a doce e sempre virgem Maria. A mais bela e santa mulher que já existiu.

Ouça-me, Maria! Quero muito lhe falar.

Falar de minha alegria em tê-la como Mãe, uma graça concedida depois de tanto sacrifício! A maternidade, para a senhora, não foi uma tarefa simples. Ao contrário, sabemos que passou por momentos de ansiedade, de angústia, de medo e de dor, muita dor, dor imensa e profunda. Mas sabemos também que tudo viveu, tudo suportou por causa de sua fé em Deus. Naquele momento, aos pés da cruz, já sem forças pelo peso de sua própria cruz, em comunhão com a dor de seu filho, atendeu ao último pedido de Jesus e aceitou ser nossa mãe. Foi com extrema ciência da responsabilidade de seu ato que o fizera, naquele momento e por toda a eternidade.

Como é sublime, Maria, ver chegar o mês de maio e ter a oportunidade de participar das homenagens prestadas à senhora como Mãe de Deus e nossa. Ainda mais neste ano, com a pandemia controlada, ver de volta as homenagens públicas, as orações, as coroações, a reza do terço.

Venerável senhora, qualquer homenagem é simples demais diante do seu merecimento. Então, a cada dia, em especial neste dia, quero render-lhe profunda gratidão. Agradeço sua presença entre nós, por meio do seu filho Jesus, e todos os benefícios que, também por meio dele, a senhora fez e continua fazendo por todos nós, seus filhos e filhas.

Intercessão pelas mães

Minha santa Mãe, assim como viveu a alegria, mas também os perigos, os desafios e as dores da maternidade, sabe o que se passa no coração de cada mãe aqui na terra. Por isso peço, neste Dia das Mães e sempre, que ouça os rogos daquelas que também receberam de Deus essa missão e interceda por todas.

Pelas mães que abraçaram a maternidade com fé, muito trabalho, amor no coração e alegram-se com o crescimento dos filhos, para que sirvam de exemplo de dedicação e entrega a uma causa maior.

Pelas mães que sofrem com filhos doentes, sem perspectivas, para que nunca percam a fé a esperança.

Pelas mães que perderam os filhos na pandemia da Covid 19, morte cruel, ausência repentina, sem despedidas, sem um último olhar, para que sejam amparadas, acolhidas, levadas à superação.

Pelas mães que perderam seus filhos para as guerras, para as drogas, para as balas perdidas, estupradores e todo tipo de violência que roubam a vida e a inocência, para que recebam de Deus a força necessária para seguir em frente mantendo a fé e a dignidade.

Pelas mães que não quiseram conhecer o rosto do filho e, em momentos de desatinos, foram capazes de interromper-lhe a vida, antes mesmo de nascer, para que sejam alvo da misericórdia divina e busquem o perdão.

Por todas as mães, neste segundo domingo de maio: as que são homenageadas, abraçadas, presenteadas; as que são esquecidas, desprezadas; as doentes, enfermas, acamadas; as tristes, deprimidas, longe dos filhos; as mães que não têm mais filhos...

Sejam todas, sem exceção, merecedoras de seu abraço, querida Mãe do céu. Proporcione a cada uma aquilo de que necessitam neste momento: um abraço, um sorriso, uma companhia, uma lágrima enxugada, compaixão, ajuda...

E à senhora, Mãezinha do céu, o meu abraço, meu carinho, meu amor sem fim e um “Feliz Dia das Mães”.

luisagarbazza@hotmail.com

Jornal Paróquia N. Sra. do Bom Despacho

sábado, 2 de abril de 2022

Em tempos de paz

 


Queridos leitores, encerramos o primeiro trimestre de dois mil e vinte e dois, ano no qual depositamos tanta esperança. Infelizmente, porém, o sinal verde veio fraco, pálido, escondido por detrás de tantas barreiras. Não bastasse os resquícios da pandemia, que ainda nos podam a liberdade de viver, fomos assombrados por uma guerra estúpida, que tem dizimado tantos irmãos e irmãs nossos e tirado o sossego de outros tantos. Apesar de tudo, somos convidados a rezar, confiar em Deus e acreditar na paz que merecemos. Que venham os tempos de paz.

Eu creio na paz quando vejo crianças sorrindo, brincando sem preocupações, pois confiam no pai e na mãe que estão sempre por perto, prontos para estenderem a mão ou acolherem em um abraço quando alguma pecinha do mundo infantil não se encaixa.

Eu creio na paz quando presencio famílias inteiras, nos bancos da Igreja, buscando em Deus a força necessária para prosseguir a caminhada, mesmo que o dia a dia seja de dificuldades. A graça recebida enche o coração e, como combustível, ajuda a conservar a serenidade e a praticar as virtudes aprendidas de Jesus: mansidão e humildade.

Eu creio na paz ao observar ações solidárias que amenizam o sofrimento de irmãos carentes, necessitados de alimentos, de cuidado, de mãos estendidas, de afeto. Se somos todos filhos de Deus, se Jesus veio ao mundo para que todos tenham vida plena, não há nada que prejudique mais a paz que ver o sofrimento estampado no rosto de um ser humano, mesmo que venha disfarçado em forma de sorriso, notadamente sem graça.

Eu creio na paz ao ver os esforços desmedidos do Papa Francisco em prol dos que sofrem os horrores da guerra na Ucrânia. Sei que sequer consigo imaginar aquela realidade, mas sinto que todos ali estão necessitados de um pouco de dignidade e paz: os que perderam tudo; as famílias que foram brutalmente separadas; os que sofrem tentando deixar o país; as adolescentes e jovens indefesas ante os olhares de homens sem moral; os governantes de ambas as nações; os soldados combatentes; as mães que veem seus filhos, jovens ainda, obrigados a se apresentarem como soldados... Se há guerra, faltou o amor, a fraternidade, a tolerância, a clemência. Se há guerra, houve abundância de ambição, fome de poder, ódio. Se há guerra, esqueceu-se de Deus e desprezou-se a paz.

 Vida nova

Estamos vivendo os últimos dias da Quaresma, tempo de oração, de conversão, de busca por uma vida nova. Momento propício para suplicarmos paz. De que adianta passar pela Quaresma e não vivê-la? Deixemos que o sofrimento de Cristo nos inspire a mudar nossa vida. Sair do egoísmo e abrir caminhos para a generosidade. Sair da autossuficiência e estender a mão, aceitar a presença e a ajuda do outro. Deixar de lado o desamor e a injustiça e abrir o coração para acolher o outro e tratá-lo como igual. Sair da indiferença e enxergar os que vivem à margem da vida, à espera de leis mais justas, de pessoas mais acolhedoras e sensibilizadas.

Venham comigo! Sonhemos com a paz! Lutemos pela paz! Façamos nossa parte, no meio em que vivemos, seja na família, no trabalho, na Igreja ou na sociedade. Sejamos construtores da paz. No mais, confiemos em Deus, ofereçamos a Ele orações e sacrifícios para que a paz aconteça em todos os lugares. Rezemos pelos que ainda não aprenderam – ou esqueceram – o real conceito dessa palavra como dom coletivo. Peçamos a São José, patrono da Igreja, que nos auxilie nessa campanha.

Desejo a vocês, queridos leitores, uma Semana Santa abençoada e uma vida nova na Páscoa da Ressurreição. Possamos todos, na graça de Deus, presenciar o fim das guerras e alcançarmos tempos de paz.

luisagarbazza@hotmail.com

Do jornal PARÓQUIA N. Sra. do Bom Despacho

sexta-feira, 25 de março de 2022

Sacramentinos - 93 anos

 


Padre Júlio Maria, nosso irmão,

já nestas terras mineiras,

deliberou criar congregação

pura, genuína, verdadeira.

 

Na missão que se abrilhanta,

apoiou-se na Virgem Santa

e no coração altruístico

de Jesus, o Eucarístico.

 

A todos o que pedia?

Que amassem a Virgem Maria.

E aos irmãos de ofício,

pediu amor e sacrifício.

 

O exemplo que viveu

e deixou aos filhos seus

é o desejo de santidade

aqui e na eternidade.

 

Noventa e três anos passados

agradecemos seu legado:

o sacerdócio genuíno

do missionário sacramentino.

 

Padre Júlio Maria, nossa missão

é que seu sonho seja realizado:

em nossos altares, com devoção,

vê-lo enfim santificado.

Luisa Garbazza

25-03-2022

Parabéns à Congregação dos Missionários de

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento