Quão bela a natureza, que produz tanta
beleza, obras da criação. Aventurina é assim, pedra rara, em tons verde do
veludo, que encantam e a tornam tão cobiçada.
Quando a vida a dois se torna “aventurina”, é
sinal de que já coloriram a existência de muitos tons, a começar pelo branco ou
pardo do papel, passando pelo prata, perolado, até chegar a esse verde
aveludado, tão agradável ao olhar.
Assim somos nós, Flávio e eu. As bodas de papel
parecem tão distantes!... Algodão, flores, papoula... Tudo tão frágil! Como frágil
é o amor, que precisa ser alimentado para não se desvanecer. Nas bodas de ônix,
o amor cravado na pedra, a certeza de que não dava mais para voltar atrás. Não sem
“quebrar” a vida.
O tempo passou muito depressa! Seguimos juntos,
ano a ano, celebrando o amor, a convivência, as alegrias e tristezas, os filhos
- nosso maior bem.
Hoje a aventurina vem enfeitar de verde nosso
viver. São trinta e sete anos de vida a dois, a três, a quatro. Quanta alegria
compartilhada! Quantas brincadeiras e aventuras! Quanto amor! Amor sentido,
repartido, cultivado, cravado no coração de cada um. Houve intempéries, sim. E
algumas lágrimas. Mas o riso sempre volta à face dos enamorados, dos que
colocam seu destino nas mãos de Deus.
Hoje é dia de ação de graças. Gratidão a Deus
por nos permitir construir essa história, que começou na presença dele. E lá
voltamos, ano após ano, para que a bênção seja renovada, revivida no coração, cravada
na alma, de onde não pode ser descartada.
Obrigada, meu Deus, pelo carinho e pela
presença em nossa vida.
Obrigada, Flávio, por dividir comigo cada
momento de minha existência nesses 37 anos.
Obrigada, Matheus e Rafael, por me ajudarem a
construir nossa família e pela sintonia de alma.
Amo. Amo muito cada um, cada dia, cada ano,
cada capítulo dessa história, que seguirá até onde Deus quiser.
Gratidão.
Luisa Garbazza
9 de julho de 2025







