quinta-feira, 26 de abril de 2018

Adeus ao Padre Robson




O repicar dos sinos anuncia,
um vazio que chega sem medida
e ao som de triste melodia:
do Padre Robson a despedida.


O bom combate combateu,
fiel aos propósitos de Cristo.
Toda a Bom Despacho se entristeceu,
pois foi um sacerdote bem quisto.


Em sua grande simpatia,
com palavras de vida e salvação,
a todos com carinho acolhia
e os guardava no coração.


De alma pura, vivia com alegria,
com gostos por invenções.
Para tudo tinha uma analogia
e muitas inspirações.


Padre Robson, sacerdote amigo,
que entre nós ficará eternizado,
encontrará no céu um abrigo,
pois viveu a fé de bom grado.


Nessa sua última viagem:
Vá com Deus, bom velhinho!
Receba, como singela homenagem,
dos bom-despachenses o carinho.
  Luisa Garbazza

26 de abril de 2018

Dia do falecimento do Missionário Sacramentino Padre Robson Teixeira Campos

sábado, 14 de abril de 2018

Cenas da guerra



Eu vi os ataques terríveis
de uma guerra incontida,
de consequências temíveis
para uma gente esquecida.

Eu vi a agressão dos poderosos
que pelo poder se enfurecem.
Tornam-se tão pretensiosos
que da lei da vida se esquecem.

Eu vi muitos seres caídos,
jogados na rua enlameada,
sobre os escombros doídos
de uma guerra pesada.

Eu vi milhares serem atingidos:
homens, mulheres e tanta criança
que, ao serem mortalmente abatidos,
viram o fim de qualquer esperança.

Eu vi crianças chorando,
abandonadas, tão sozinhas,
sem compreender o comando
daquelas ações tão mesquinhas.

Eu vi tantos corações aflitos
com medo, privados do seu afã;
no limite da vida, cercados de conflitos,
já sem alegria, sem crença no amanhã.
Luisa Garbazza
14 de abril de 2018 – Guerra da Síria

Foto
https://www.google.com.br/search?q=guerra+na+siria+2018&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj70um5hrvaAhXHqZAKHZddDi4Q_AUIDCgD&biw=1024&bih=714#imgrc=tuKgUJJ-tqMzbM:



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Vida em gotas


Ainda bem que a vida vem em gotas:

gotas de ansiedade,
             de tristeza,
               de preocupação;

gotas de alegria,
            de felicidade,
              de paz;

gotas de dor,
             de saudades,
                de incertezas;
 
gotas de fé,
              de crença,
                 de pertença a Deus;

gotas de fracasso,
              de derrota,
                 de desilusão;

gotas de procura,
              de luta,
                de vitórias;

gotas de confiança,
            de perseverança,
              de volta por cima;

gotas de amizade e amor,
            de risos e lágrimas,
               de fins e recomeços.

Ainda bem!
Viesse em forma de chuva,
morreríamos todos sufocados,
afundados em nossos próprios sentimentos.

Luisa Garbazza
6 de abril de 2018

quinta-feira, 15 de março de 2018

Vida nova em Cristo


Estamos vivendo, mais uma vez, o período da Quaresma. Para nós, cristãos católicos, esse é um tempo de reflexão, silêncio e oração. Tempo de entrarmos em sintonia com Deus e lembrarmos nossa condição de míseros mortais. Momento de lembrarmos o sofrimento de Jesus e o propósito que o levou a suportar suas dores e sua cruz: a salvação da humanidade.
Revivendo os momentos da paixão e morte de Cristo, não nos esqueçamos da agonia de tantos irmãos e irmãs nossos que sofrem, vítimas de toda espécie de violência: o preconceito, a discriminação, a luta de classes, a dificuldade de conviver com o diferente, o descaso com as mulheres, crianças e idosos e, de forma mais sangrenta e cruel, os milhares que sofrem os horrores da guerra alheia.
Com o coração apertado, ao perceber tanta violência, juntamos as dores do mundo ao calvário de Jesus. E assim, vamos nos aproximando da Semana Santa. Reviver os passos de Jesus e tudo o que sofreu por nós é muito doloroso. São marcas da injustiça, da maldade humana, da violência, do egoísmo e da ganância pelo poder.
O que há de bom em tudo isso? A alegria de saber que tudo culmina com a glória de Jesus na Páscoa da Ressurreição: tempo de alegria por saber que Cristo vive, que continua perto de seu povo sempre e sempre, conforme Ele mesmo prometeu naquele dia.
Sabendo que a Páscoa é, para nós cristãos, o anúncio de uma nova vida, e que Deus é misericordioso, é isso que queremos pedir a Ele, através do mestre Jesus: vida nova e muita luz na face da terra. Para isso, pedimos:
Vinde, senhor! Renascei no coração de cada ser humano, filhos vossos. Tornai-nos mais sensíveis ao sofrimento e às necessidades de cada irmão. Ajudai-nos a olhar com bondade para a criança indefesa, para as pessoas com dificuldade na caminhada, para o que está triste e deprimido, para os velhinhos que já não conseguem mais pensar e agir por si próprios. Tocai o coração dos que estão no poder e dai-lhes discernimento para perceber os horrores dessa guerra absurda que destrói sem piedade e dizima milhares de inocentes. Fazei, Senhor, com que enxerguemos uns aos outros realmente como imagem e semelhança vossa, afinal somos todos irmãos. Com todos esses propósitos, lembrando suas palavras quando apareceu aos discípulos, pedimos de todo coração: Dai-nos, Senhor, a vossa paz. E que possamos desejar e transmitir essa paz a todos os povos. Amém.
Luisa Garbazza

***

A você, querido leitor, querida leitora, com a alegria de Jesus ressuscitado, quero desejar uma feliz vida nova.
Feliz Páscoa!

Informativo Igreja Viva
Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Março de 2018

domingo, 11 de março de 2018

A graça da vida


A vida é uma caixinha de surpresas: vai se descortinando aos pouquinhos, revelando sua face oculta, ora bela e sorridente, ora de cara fechada. Aos poucos vai traçando nossos passos, bordando nossos sonhos, alinhavando nosso futuro. E, a despeito de qualquer engano ou desengano, queremo-la bem vivida. Queremos achar graça em nossa existência, encontrar a essência da vida. Para viver com graça e buscar a completude, necessitamos de Deus e das pessoas. É em Deus, através do outro, que conseguimos encontrar o sentido da vida. Cada pessoa que passa por nossa vida tem seu papel predestinado. Precisamos acolher o irmão e descobrir algo bom em todos os que cruzam nossos caminhos.
Nos encontros desta vida, há as pessoas que apenas passam por nós. Às vezes estão tão próximas, mas é como se nem as notássemos. Não trazem nada, não pedem nada, ficam alheias à nossa presença. Nada que façamos vai proporcionar o verdadeiro encontro. Ficam ali, por meses, anos até, e nada acontece. Depois, da mesma forma que chegaram, vão-se embora. Assim como não permitiu que notássemos sua presença, também a ausência passa despercebida.
Há as pessoas que se aproximam com tamanho barulho, que enchem o ambiente. Falam muito, riem alto, fazem palhaçada. O que querem mesmo é chamar a atenção. Em pouco tempo, ficam “amigas” de todo mundo. Todas as pessoas as conhecem. São muito populares, querem mandar e desmandar. Mas é tudo mecânico demais. Há um barulho excessivo. Isso impede a aproximação. Não há como ficar pertinho, aprofundar os sentimentos, criar laços.  
E há as pessoas que chegam como se fossem anjos, com sua presença discreta e agradável. Falam baixo, sem exageros, ouvem muito, sorriem com os olhos. Mesmo a uma pequena distância, chegam tão perto que nos envolvem completamente. Sabem se fazer presente sem se impor: mexem com nossos sentimentos, cativam nosso bem querer, tornam-se indispensáveis.
Uma dessas pessoas anjo que conheci atualmente chama-se André. Melhor dizendo: Padre André, Missionário Sacramentino de Nossa Senhora. Encontrei-o, brevemente, em Manhuaçu, em setembro de 2017. Agora o recebemos em nossa paróquia. Chegou de mansinho, quase deslizando, tão leve são seus passos. Demonstrou uma humildade tão grande! Não falou alto, não se impôs, não fez barulho. Quando falou, durante a celebração de acolhida, foi com propriedade, de forma suave e forte ao mesmo tempo. Tocou-me o coração. No momento da consagração, deu-me a impressão de que estava muito pertinho de Jesus, repetindo suas palavras, tão necessárias para nossa fé.  Em sua fala, no final da celebração, pude perceber sua vontade enorme de anunciar Jesus, de expandir o Reino de Deus, de se aproximar do irmão, seja ele quem for.
Depois da Missa, conversando com outras pessoas, compreendi que haviam percebido a mesma coisa. Um falava, o outro comentava, alguém fazia gestos de impaciência por não encontrar as termos certos, mas não conseguimos traduzir em palavras o que estávamos sentindo. Soubemos apenas que o Padre André era diferente.  
Nos outros momentos de convivência, fui percebendo que não havia me enganado. Em todos os lugares onde o encontrei, suas atitudes eram as mesmas: de proximidade, carinho com as pessoas, de humildade. A leveza em suas palavras nos faz entender tudo com mais sentimento. E o gesto de ir ao encontro do outro faz com que o vejamos como verdadeiro discípulo de Jesus e do Padre Júlio Maria.
Dizem que a primeira impressão é a que fica. Essas foram minhas primeiras impressões sobre o Padre André: alguém que traz consigo a marca do “amar ao próximo como a si mesmo”, alguém comprometido com a missão, alguém de quem me aproximo com a impressão de que já o conheço há muito tempo. Tomara eu não esteja enganada e nossa paróquia tenha sido mesmo agraciada com essa pessoa de Deus, abençoada por Maria, cumprindo sua missão sob a intercessão do Servo de Deus Padre Júlio Maria. Hoje e sempre, seja muito bem-vindo, Padre André.
Luisa Garbazza
Jornal Paróquia Nossa Sra. do Bom Despacho.
Março de 2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Infinito amor


Mãe
O dia hoje amanheceu nublado, com jeito de chuva.
São as chuvas de saudades que inundam meu ser e se espalham.
Saudades imensas da senhora, do seu jeito, do seu sorriso, tal qual esse da foto: largo, verdadeiro, lindo!
Em meus sonhos, sempre a vejo assim: com essa trança comprida ao longo do corpo e com esse sorriso que tanto me encanta.
Que falta a senhora me faz!!!
Em tudo, em todos os momentos, alegres ou tristes, o pensamento voa e encontra sua imagem – viva em meu coração.
A senhora foi – é – mãe verdadeira,
sempre a primeira a me atender.
Sempre soube meus segredos, meus sonhos, meus medos,
minha ânsia de viver.
Olhou-me com ternura,
com a alma mais pura que pude conhecer.
Acompanhou meus passos, ofereceu-me seus braços,
entendeu meu sofrer.
Por mais que sofresse, por difícil que a vida fosse,
sempre tinha um sorriso a me oferecer.
E até o fim da sua terrena existência,
ensinou-me a essência de a Deus pertencer.
Hoje a alma implora,
o coração chora de saudades de você.
Mas sei que está comigo, protegendo-me do perigo, onde eu estiver.
Mãe
O amor mais lindo, mais puro e verdadeiro,
o amor mais sincero, o mais leve, o primeiro,
eu tive por você.
Em toda minha vida, mesmo sem sua presença física, 
hei de ouvir seus conselhos, saber que está rezando por mim.
Hei de senti-la, bem perto, falar do meu amor,
deixar uma lágrima cair.
E, no dia de hoje, retomar as lembranças,
os sentimentos – tão necessários – e dizer-lhe,
com toda ternura: Feliz aniversário!!!

Luisa Garbazza
21 de fevereiro de 2018

Se aqui estivesse, minha mãe estaria completando 85 anos.




domingo, 18 de fevereiro de 2018

Acolhida do Padre André



Meus prezados irmãos em Cristo, estamos aqui, reunidos, em nome de Cristo, para esta festa da vida. Festa da Eucaristia, festa do encontro, festa da acolhida.
Agradecemos a Deus pela presença de cada pessoa que aqui veio participar desta celebração. Obrigada a você, desta ou de outra paróquia, você que veio de longe ou de perto, você que trouxe seu entusiasmo e sua alegria, são todos sempre muito bem-vindos.
Agradecemos também a Deus pela presença e damos boas-vindas ao senhor, Padre André, que veio para ficar.
É com ansiosa alegria que nós, da Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho, o recebemos. Nós o acolhemos com o amor que nos faz ver no outro a imagem e semelhança de Deus.
Curiosamente, perguntei a certa pessoa como era o Padre André. Se era gente boa, animado... A resposta que recebi foi animadora: “Se vocês não quiserem, podem devolver que o povo de Manhuaçu quer. Estão todos sentidos com a saída dele.” 
Então é assim que o esperamos: como alguém que cativa as pessoas. Alguém comprometido com o povo de Deus. Alguém que caminha com os pés de Missionário Sacramentino de Nossa Senhora e segue os passos fecundos do Servo de Deus Padre Júlio Maria.
Queremos contar com o senhor, Padre André, ouvir sua voz a nos orientar para caminharmos juntos e em plena sintonia.
Nessa perspectiva de fé queremos oferecer-lhe o nosso apoio e nosso auxílio!
Oferecemos ao senhor o nosso carinho, amizade e disponibilidade no dia a dia da vida comunitária.
Que o senhor seja, entre nós, o mensageiro da Boa Nova, alimentando a nossa fé na presença viva de Jesus na Eucaristia.
Mais uma vez, seja muito bem-vindo, Padre André! Nós o acolhemos de braços e coração abertos.

Luisa Garbazza
17 de fevereiro de 2019
Missa das 19h, na Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho