sábado, 27 de dezembro de 2025

Mensagem ao Pe. Renato


 
Prezados sacerdotes! Caros amigos! Bom dia!

Pe. Renato, como diz o poeta, “não aprendi dizer adeus”. Então essas são palavras de gratidão.  São palavras minhas, mas conheço muita gente que as endossa e que gostaria de dizê-las ao senhor. Então...

Pe. Renato, há pouco tempo, o senhor veio para o nosso convívio. Silencioso, mas confiante. No seu silêncio, foi ganhando a confiança do rebanho que Deus colocou em seu caminho. O senhor nos fez entender que não é preciso muitas palavras, mas a palavra certa, na hora certa, do jeito certo e para a pessoa certa. E com as palavras certas o senhor nos ensinou tanto... tanto...

Há um dito popular que diz: “O óbvio precisa ser dito”. Com sua experiência e sua sabedoria, o senhor nos transmitiu o óbvio, dito uma, duas, três vezes... Quem teve ouvido para ouvir ouviu e aprendeu muita coisa.

O senhor nos ensinou a viver a Eucaristia, a participar da celebração eucarística com outra postura, a ressignificar os momentos da liturgia, a comungar com mais propriedade, a entender a dimensão e o alcance da misericórdia de Deus.

E o tempo foi tão curto! Antes do capítulo, ansiedade. Após o capítulo, respiramos aliviados. Alguns dias depois, a notícia de sua inesperada transferência, que nos afetou profundamente. Não estávamos preparados. Ainda havia tanto a aprender! A primeira impressão é de que o senhor foi arrancado de nós. Antes do tempo. Mas isso colocamos nas mãos do Senhor Deus. Ficamos com a gratidão.

Gratidão, Pe. Renato, pelos ensinamentos que nos transmitiu. Gratidão por sua serenidade, sua calma, mesmo que aparente, de lidar com nossas falhas, de esclarecer nossas dúvidas, tantas..., de nos ajudar a caminhar.

Gratidão a Deus por ter nos permitido conviver com o senhor por esses quase três anos.

Gratidão por sua amizade. E pela confiança.

Hoje o senhor parte para outras paragens. O rebanho agora é outro. Como o senhor nos ensinou tantas e tantas vezes, é preciso coragem. Mas a graça de Deus completa nossas carências, como também nos ensinou com a certeza de que “Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria”.

Portanto, Pe. Renato, coragem em sua nova missão. Com confiança ilimitada em Deus, voe! Voe com a leveza do passarinho, sem se importar com as asperezas do caminho. E tenha consciência de que seus ensinamentos, que também vieram com leveza, deixaram marcas profundas como as pegadas do elefante.

Muito obrigada. Gratidão sincera.

Luisa Garbazza

Mensagem ao Pe. Renato pelo final de seu ciclo como pároco na Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho

27 de dezembro de 2025




segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Esperançar sempre

 


Estamos chegando ao final do ano santo “Peregrinos de Esperança”. Feliz proposta do Papa Francisco, que nos exortou a lançar um olhar diferente para as coisas já criadas e buscar esperança de vida nova mesmo onde a secura já houver tomado conta. Lançar um olhar de fé, de amor e compaixão, aos moldes do olhar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus fazia brotar esperança para os cegos, os coxos e oprimidos, os que estavam jogados na lama da sociedade, os que já haviam perdido a fé. Foram a esses que o Papa Francisco lançou seu olhar esperançoso. Em nome desses, convocou-nos a todos, sem distinção, para peregrinar rumo ao altar do Senhor, buscar as bênçãos de Deus, receber as indulgências e rumar por outro caminho, cheio de esperança e fé, ao encontro de Deus e dos irmãos.

Neste dezembro, preparando-nos para a despedida do ano santo, vamos nos aproximando também do Natal. Como é bom contemplar, com os olhos da fé, a luz que nos guia ao presépio. Deitado na manjedoura, vamos encontrar Jesus, nossa maior esperança. Ele vem para nos lembrar de nossa condição de filhos amados de Deus, que nos enviou seu filho para nos ensinar as maravilhas de seu reino. Ali está Ele: pobre, humilde e divino. Prostrados diante do presépio, sentimos que podemos renascer. Sentimos que a luz do presépio brilha também em nosso coração e que podemos fazê-la brilhar por onde formos; compartilhá-la com os que encontrarmos nos caminhos da vida.

Os caminhos da vida, às vezes são cheios de trevas, por isso a importância de não abrirmos mão da Luz verdadeira, a Luz de Cristo, que nos envia para sermos “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). Nesse intuito, possamos aproveitar o que nos resta do ano santo para nos deixar iluminar por essa luz, que salva, liberta, restaura, prepara, dá força e direção para a caminhada. Assim, com a esperança renovada, podemos acolher, em amor e verdade, o Menino Jesus, que, da humilde manjedoura, nos lança um olhar de paz e nos faz acreditar que é preciso esperançar sempre.

Luisa Garbazza

Dezembro 2025