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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sopro de vida


O sopro de Deus se fez vida
em setembro, um lindo dia.
Maternidade revivida
na vida de uma certa Maria.


De nascimento: Luisa.
Do casal, a sétima filha,
que se tornou simplesmente “Lisa”,
no seio daquela família.


Tempo que passa e não espera:
menina... mulher... esposa... mãe extremosa.
A maturidade – inevitável – agora impera:
vê-se, às vezes, ternamente lacrimosa.


É setembro uma vez mais.
O sopro de Deus na vida continua.
Da mãe, Maria, não se esquece jamais,
e o amor pelos filhos sempre perdura.


Para este dia que ora se repete,
sabe que a melhor palavra é gratidão
Ao bom Deus pelo dom da vida
e pelo amor que traz no coração.


E para os anos vindouros:
que haja alegria e muita paz.
Os pensamentos, cada vez mais puros
e de amar seja sempre capaz.
Luisa Garbazza
4 de setembro de 2018



sábado, 7 de julho de 2018

Laços de amor


Laços de amor que se encontram,
Unem com alegria e ternura
Corações que um ao outro se doam.
Irradiando brandura,
Alcançam, no fundo da alma,
Na fonte de doçura,
A presença que preenche e acalma.

E se completam, traçam metas, dão passos...

Passos que figuram em completa sintonia.
Enamorados, os corações em um só compasso,
Descobrem a vida em harmonia.
Real o amor, estreitam os laços:
O sim de Luciana e Pedro se realiza.


Lisa Garbazza

Para meus sobrinhos Luciana e Pedro, 
que hoje se unem em matrimônio,
com carinho.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Elucubrações


O breve compasso da existência,
que me enlaça, cerceia meus passos,
prende-me, esquece minha essência,
cerca-me, limita-me os espaços.

As rígidas vendas que me cegam,
fecham-me, neutralizam-me os gestos,
qual grades que me  prendem, me cercam,
chegam, medeiam-me os pensamentos.

Minha voz reprimida, aflita,
no peito estagnada, velada,
a fala reservada, não dita,
que nem nasce: morre sufocada.

O sopro do vento que me assola,
aturde-me, amarra-me os braços.
O cipó que me enleva, me enrola,
cinge-me, paralisa-me os passos.

Mas por dentro, na essência contida,
qual bálsamo que cura, que acalma,
o sorriso, a paz incontida,
verdades: retratos de minh’alma.
Luisa Garbazza
30 de abril de 2018

sábado, 14 de abril de 2018

Cenas da guerra



Eu vi os ataques terríveis
de uma guerra incontida,
de consequências temíveis
para uma gente esquecida.

Eu vi a agressão dos poderosos
que pelo poder se enfurecem.
Tornam-se tão pretensiosos
que da lei da vida se esquecem.

Eu vi muitos seres caídos,
jogados na rua enlameada,
sobre os escombros doídos
de uma guerra pesada.

Eu vi milhares serem atingidos:
homens, mulheres e tanta criança
que, ao serem mortalmente abatidos,
viram o fim de qualquer esperança.

Eu vi crianças chorando,
abandonadas, tão sozinhas,
sem compreender o comando
daquelas ações tão mesquinhas.

Eu vi tantos corações aflitos
com medo, privados do seu afã;
no limite da vida, cercados de conflitos,
já sem alegria, sem crença no amanhã.
Luisa Garbazza
14 de abril de 2018 – Guerra da Síria

Foto
https://www.google.com.br/search?q=guerra+na+siria+2018&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj70um5hrvaAhXHqZAKHZddDi4Q_AUIDCgD&biw=1024&bih=714#imgrc=tuKgUJJ-tqMzbM:



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Vida em gotas


Ainda bem que a vida vem em gotas:

gotas de ansiedade,
             de tristeza,
               de preocupação;

gotas de alegria,
            de felicidade,
              de paz;

gotas de dor,
             de saudades,
                de incertezas;
 
gotas de fé,
              de crença,
                 de pertença a Deus;

gotas de fracasso,
              de derrota,
                 de desilusão;

gotas de procura,
              de luta,
                de vitórias;

gotas de confiança,
            de perseverança,
              de volta por cima;

gotas de amizade e amor,
            de risos e lágrimas,
               de fins e recomeços.

Ainda bem!
Viesse em forma de chuva,
morreríamos todos sufocados,
afundados em nossos próprios sentimentos.

Luisa Garbazza
6 de abril de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

Pela vida e pela paz


Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho
6 de janeiro de 2018
Tal visão assaz agressiva
entristece a alma cristã.
 – É evolução regressiva! –
Reclama a alma cidadã.

Qual mão desnorteada
pratica tal violência?
Uma alma desenfreada
afastada de sua essência.

Que ato tão desprezível!
Que atitude insana!
Algo assim inconcebível,
uma cena um tanto profana!

Qual mensagem haveria
por trás de tal atitude?
Ato de pura selvageria
ou carência de virtude?

Alguém, por trás dessas mãos,
provocou destemperança.
Agrediu os povos cristãos,
que vivem de fé e esperança.

Porém busquemos entender
o que aprendemos de Cristo.
Que os cristãos iriam sofrer
há muito estava previsto.

E num gesto de nobreza,
em que todo ódio se desfaz,
não troquemos asperezas:
lutemos, sim, pela paz.
Luisa Garbazza


5/1/2018

Foto da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Despacho
em 6/1/2018.

domingo, 29 de outubro de 2017

Dia de despedidas

  Emoção, um misto de alegria, tristeza, gratidão e muitas lágrimas marcaram a despedida do Padre Cristiano e do Padre Roberto, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário.
         Não podia deixar de registrar minhas impressões sobre este dia.

Ao Padre Cristiano:

Alma missionária

De alma pesarosa e sorriso sem graça,
sentimos a partida de alguém especial.
Uma pontinha de tristeza, que não passa,
faz-nos sentir, ainda mais, como é essencial.

É alguém que chegou de repente,
gerando curiosidade e expectativas,
mas mostrou-se tão sábio e valente,
com seus ideais e novas perspectivas.

Com o coração terno e acolhedor,
como Jesus, cumpriu sua missão;
trabalhou com missionário ardor
e a quem precisou deu atenção.

Em pouco tempo nos mostrou
a coragem que o impulsionava:
pois todos os cantos desbravou,
desta paróquia que já o amava.

Com entusiasmo sem medida
e com seu zelo sacerdotal,
viu a fé sendo difundida
em um ritmo sem igual.

Aos olhos do povo que procura abrigo,
tornou-se alguém muito especial.
É como um filho, irmão, amigo,
mas também nosso pai espiritual.

Contudo sabemos da instabilidade
dos que se entregam ao Senhor.
Outro povo agora tem necessidade
da sua alegria, seu zelo, seu amor.

E eis que é chegada a hora
da triste e pesarosa despedida.
Os olhos sentem, a alma chora,
ao ver longe a pessoa querida.

Padre Cristiano, estará sempre presente
em nossa vida, a cada amanhecer.
Leve consigo o carinho permanente
desta paróquia que o senhor viu nascer.
Luisa Garbazza
Uma paroquiana agradecida por ter convivido com o senhor, Padre Cristiano, e comprovado seu jeito tão cristão de acolher, ajudar, orientar seu povo. Obrigada! Muito obrigada!
Deus o acompanhe em sua nova missão.



Ao Padre Roberto
Carinho imenso também pelo Padre Roberto, que, no pouco tempo que aqui trabalhou, conquistou a todos, com sua humildade, seu jeito simples, mas também sua alegria, seu carisma, sua sabedoria.
O senhor cativou-me, Padre Roberto, por sua simpatia, seu sorriso largo, seu jeito santo de viver e de falar de Deus.
Olho para o senhor no altar e vejo alguém que realmente representa Jesus: jeito santo de falar, as mãos postas em preces, a humildade em seu olhar e as palavras sinceras, verdadeiras.
No meio do povo, seu jeito acolhedor, tranquilo e sereno transmite tranquilidade e a alegria de poder conviver com o senhor.
O tempo foi curto, mas suficiente para deixar marcas boas e muita saudade.
Vai com Deus em seu novo caminho.
Luisa Garbazza
29 de outubro de 2017.






segunda-feira, 17 de julho de 2017

A poesia da vida


A poesia da vida,
em versos livres traçada,
sem tempo definido
no compasso do ter,
revela momentos,
tem a alma desnudada,
palavra por palavra
na finitude do ser.

A poesia da vida,
nos versos escritos
vividos, sentidos
de dor ou prazer.
A palavra ditada,
marcada, rasgada,
nas páginas deixada
a essência do viver.

A poesia da vida
nas letras misturadas,
palavras formadas.
Sentimentos que gritam
no verso que brota,
que rasga a alma
no vão desespero
de algo que acalma

Poesia da vida,
na folha do tempo,
explode em contrastes,
traduz os momentos
de dor e tormentos:
o medo absurdo
que cala profundo
no peito apertado
sem chão sem alento.

Poesia da vida,
no livro da alma,
vem decidida
o espírito abater.
Tropeça em palavras
da dor revelada:
o temor profundo
de vidas perder.

Luisa Garbazza
17 de julho de 2017

Esta é para você, Neiva.
Escrevi no momento do medo. Não esperava que se tornasse realidade assim, tão depressa.
É o tempo de Deus.